quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Cor litúrgica verde
1Foi-me dirigida a palavra do Senhor, nestes termos;
2Filho de homem, profetiza acerca dos pastores de Israel; profetiza, dize a esses pastores: Assim fala o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si próprios! Porventura não é o rebanho que deve ser apascentado pelos pastores?
3Vós bebeis o leite, vestis-vos de lã, matais as reses mais gordas, mas não apascentais o meu rebanho.
4Não fortalecestes as ovelhas débeis, não curastes as enfermas, não pensastes a ferida, não fizestes voltar a desgarrada não buscastes a perdida, mas exercestes domínio sobre elas com aspereza e com prepotência.
5Assim as minhas ovelhas se dispersaram, por não terem pastor, tornaram-se a presa de todas as feras do campo, desgarraram-se.
6O meu rebanho erra por todas as montanhas e por todos os outeiros elevados; o meu rebanho anda disperso por toda a face da terra, sem haver ninguém que tome cuidado dele, sem haver ninguém que o procure.
7Por isso, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor:
8(Juro) pela minha vida, diz o Senhor Deus: Porque as minhas ovelhas foram entregues à rapina se tornaram o pasto de todas as feras do campo, por falta de pastor; porque os meus pastores não cuidaram do meu rebanho, mas só cuidavam de se apascentar a si mesmos, e não em apascentar as minhas ovelhas,
9ouvi portanto, ó pastores, a palavra do Senhor:
10Isto diz o Senhor Deus: Eu mesmo vou pedir contas a esses pastores das minhas ovelhas; não mais os deixarei apascentar o rebanho, e, assim, não se apascentarão mais a si próprios. Arrancarei as minhas ovelhas da sua boca de modo que não lhes servirão mais de pasto,
11Eis, pois, o que diz o Senhor Deus: Eu mesmo cuidarei das minhas ovelhas e vigiá-las-ei.
1Salmo. De Davide. O Senhor me apascenta: nada me falta;
2em verdes pastos me faz recostar. Conduz-me junto das águas para descansar;
3reconforta a minha alma, guia-me por veredas rectas, por causa do seu nome.
4Ainda que eu ande por um vale tenebroso, não temerei males, porque tu estás comigo. A tua vara e o teu báculo: são eles que me consolam.
5Preparas uma mesa para mim, à vista dos meus adversários; unges com óleos a minha cabeça; o meu cálice trasborda.
6Benignidade e graça me acompanharão todos os dias da minha vida. Habitarei na casa do Senhor, durante dilatadíssimos tempos.
1O reino dos céus é semelhante a um pai de família que, ao romper da manhã, saiu a contratar operários para sua vinha.
2Tendo justado com os operários um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha.
3Tendo saído cerca da terceira hora, viu outros, que estavam na praça ociosos,
4e disse-lhes: Ide vós também, para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo.
5Eles foram. Saiu outra vez cerca da hora sexta e da nona, e fez o mesmo.
6Cerca da undécima, saiu, e encontrou outros que estavam sem fazer nada, e disse-Ihes: Porque estais aqui todo o dia sem trabalhar?
7Eles responderam: Porque ninguém nos assalariou. Ele disse-lhes: Ide vós também para a minha vinha.
8No fim da tarde o senhor da vinha disse ao seu mordomo: Chama os operários e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.
9Tendo chegado os que tinham ido à hora undécima, recebeu cada um seu dinheiro.
10Chegando também os primeiros, julgaram que haviam de receber mais; porém, também eles receberam um dinheiro cada um.
11Mas, ao receberem, murmuravam contra o pai de família,
12dizendo: Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualaste connosco, que suportamos o peso do dia e do calor.
13Porém, ele, respondendo a um deles, disse: Amigo, eu não te faço injustiça. Não ajustaste tu comigo um dinheiro?
14Toma o que é teu, e vai-te. Eu quero dar também a este último tanto como a ti.
15Ou não me é lícito fazer dos meus bens o que quero? Porventura vês com maus olhos que eu sou bom?
16Assim os últimos são os primeiros, e os primeiros serão os últimos, porque são muitos os chamados, e poucos os escolhidos."
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.