terça-feira, 18 de agosto de 2026
Cor litúrgica verde
1Foi-me dirigida a palavra do Senhor, nestes termos;
2Filho de homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim fala o Senhor Deus: O teu coração elevou-se, tu disseste: Eu sou um deus, estou sentado sobre a cadeira divina, no meio do mar. Sendo um homem, e não um deus, consideraste o teu coração como o coração de um deus.
3És mais sábio que Daniel, nenhum segredo há oculto para ti;
4pela tua sabedoria e pela tua inteligência, adquiriste riquezas, juntaste ouro e prata nos teus tesouros;
5pela extensão da tua sabedoria no teu comércio, aumentaste a tua fortuna, e, por isso, o teu coração se orgulhou.
6Portanto isto diz o Senhor Deus: Porque o teu coração se elevou, como se fosse o coração dum deus,
7por isso, vou fazer vir contra ti estrangeiros, os mais bárbaros de entre os povos; desembainharão a espada contra o brilho da tua sabedoria e mancharão o teu esplendor.
8Precipitar-te-ão na fossa, e morrerás da morte daqueles que são mortos no seio dos mares.
9Porventura dirás ainda: Eu sou um deus diante dos teus executores? Mas (afinal) és um homem, nas mãos dos que te matam, e não um deus.
10Morrerás da morte dos incircuncidados, à mão de estrangeiros. Eu o disse oráculo do Senhor Deus.
26Já teria dito: vou exterminá-los completamente, farei desaparecer a sua memória entre os homens.
27Contudo diferi (executar isto) por causa da arrogância dos inimigos; para que os seus inimigos se não ensoberbecessem, e dissessem: Foi a nossa mão poderosa, e não o Senhor, que fez todas estas coisas.
28É uma nação sem conselho e sem prudência.
29Oxalá que eles tivessem sabedoria e compreendessem, e previssem o fim (que os espera)!
30Como pode ser que um persiga mil, e dois ponham em fuga dez mil, Não é isto porque o seu Deus os vendeu, e o Senhor os entregou?
31O nosso Deus não é como os deuses deles; (disso) os nossos inimigos são juízes.
32A sua vinha vem da vinha de Sodoma. e dos campos de Gomorra; a sua uva é uma uva de fel; e os seus cachos amargosíssimos.
33O seu vinho é fel de dragões, e veneno incurável de áspides.
34Porventura não estão guardadas estas coisas junto de mim, e seladas nos meus tesouros?
35A mim pertence a vingança, eu lhes darei o pago a seu tempo, quando o seu pé resvalar; está próximo o dia da (sua) perdição, os tempos (dela) se apressam a chegar.
36O Senhor julgará o seu povo, compadecer-se-á dos seus servos, quando vir que a mão deles está sem força, e que não há mais, nem homens livres nem escravos.
23Jesus disse a seus discípulos: "Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus.
24Digo-vos mais: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, que entrar um rico no reino dos céus."
25Os discípulos, ouvidas estas palavras, ficaram muito admirados, dizendo: "Quem poderá pois salvar-se?
26Porém, Jesus, olhando para eles, disse-lhes: "Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível."
27Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: "Eis que abandonámos tudo e te seguimos; que haverá então para nós?"
28Jesus disse-lhes: "Em verdade vos digo que, no dia da regeneração, quando o Filho do homem estiver sentado no trono da sua glória, vós, que me seguistes, também estareis sentados sobre doze tronos, e julgareis as doze tribos de Israel.
29E todo o que deixar a casa, ou os irmãos ou irmãs, ou o pai ou a mãe, ou os filhos, ou os campos, por causa do meu nome, receberá o cêntuplo, e possuirá a vida eterna.
30Muitos primeiros serão os últimos, e muitos últimos serão os primeiros.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.