quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Cor litúrgica verde
1Relativamente às carnes sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas a caridade edifica.
2Se alguém se lisonjeia de saber alguma coisa, este ainda não conheceu de que modo se deve saber.
3Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele.
4Quanto, pois, a comer carnes imoladas aos ídolos, sabemos que o ídolo não é nada no mundo e que não há outro Deus, senão o Deus único.
5De facto, ainda que haja alguns que se chamem deuses, ou no céu ou na terra (e assim sejam muitos os deuses e muitos os senhores),
6para nós, contudo, há um só Deus, o Pai, de quem provêm todas as coisas, e para quem existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas foram feitas, e nós também.
7Mas nem em todos há a ciência, porque alguns, conservando ainda o seu antigo modo de considerar o ídolo, comem como do sacrificado a ídolo, e a consciência destes, estando enferma, fica contaminada.
11E pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual morreu Cristo!
12Deste modo, pecando contra os irmãos e ofendendo a sua débil consciência, pecais contra Cristo.
13Pelo que, se um alimento serve de escândalo a meu irmão, jamais comerei carne, para não escandalizar o meu irmão.
1Ao mestre do coro. De Davide. Salmo. Senhor, tu me sondas, me conheces,
2tu me conheces, quando me sento e quando me levanto. De longe penetras os meus pensamentos;
3vês claramente quando ando e quando repouso, observas todos os meus caminhos.
4Antes mesmo que uma palavra esteja sobre a minha língua, eis, Senhor, que já a conheces toda.
5Por todos os lados me envolves, e pões sobre mim a tua mão.
6É demasiado admirável para mim essa ciência, é sublime: não posso atingí-la.
7Para onde irei, a fim de ficar longe do teu espírito? E para onde fugirei da tua presença?
8Se subo ao céu, tu lá estás; se me prostrar nos infernos, neles te encontras presente.
9Se eu tomar as asas da aurora e habitar nos confins do mar,
10ainda lá me guiará a tua mão, e me tomará a tua direita.
11Se eu disser: "Ao menos as trevas me encobrirão, e, em vez da luz, me envolverá a noite"
12as mesmas trevas não serão obscuras para ti, e a noite brilhará como o dia: a densa escuridão é para ti como a luz.
13Porque foste tu que formaste os meus rins, me entreteceste no seio de minha mãe.
14Louvo-te, porque tão admiravelmente fui formado, porque são maravilhosas as tuas obras. Perfeitamente conheces a minha alma;
15a minha estrutura não te foi desconhecida, quando me ia formando em segredo, quando ia sendo entre tecido nas entranhas da terra.
16Os teus olhos viram os meus actos, e no teu livro todos estão inscritos; são fixados os dias, antes que um só deles existisse.
17Quão difíceis são para mim os teus desígnios, ó Deus, quão imenso o seu número!
18Se me ponho a contá-los, vejo que o seu número ultrapassa o da areia (do mar); se chegar ao fim, ainda estou contigo.
19Oxalá dês a morte ao ímpio, ó Deus, e se afastem de mim os homens sanguinários!
20Porque, com astúcia, se rebelam contra ti, pèrfidamente se vangloriam os teus inimigos.
21Porventura não odeio eu, Senhor, os que te odeiam, e não me causam tédio os que se levantam contra ti?
22Com ódio implacável eu os odeio; tornaram-se meus inimigos.
23Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; põe-me à prova e conhece os meus sentimentos,
24e vê se ando pelo mau caminho, e reconduz-me pelo caminho antigo.
27Mas digo-vos a vós, que me ouvis: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam
28abençoai os que vos amaldiçoam, orai pelos que vos caluniam.
29Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. Ao que te tirar o manto, não o impeças de levar também a túnica.
30Dá a todo aquele que te pede: e ao que leva o que é teu, não lho tornes a pedir.
31O que quereis que vos façam os homens, fazei-o vós também a eles.
32Se vós amais os que vos amam, que mérito tendes? Porque os pecadores também amam quem os ama.
33Se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito tendes? Os pecadores também fazem isto.
34Se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito tendes? Os pecadores também emprestam aos pecadores, para que se lhes faça outro tanto.
35Vós, porém, amai os vossos inimigos; fazei bem e emprestai, sem daí esperardes nada; e será grande a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e para os maus.
36Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados;
38dai, e dar-se-vos-à. Uma medida boa, cheia, recalcada e acogulada, vos será lançada nas dobras do vosso vestido. Porque, com a mesma medida com que medirdes para os outros, será medido para vós."
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.