domingo, 15 de março de 2026
Cor litúrgica rósea
1O Senhor disse a Samuel: Até quando chorarás tu Saul, tendo-o eu rejeitado para que não reine sobre Israel? Enche de óleo o teu (vaso feito de) chifre e vem, para eu te enviar a Isai de Belém, porque dentre os seus filhos, escolhi para mim um rei.
6Tendo eles entrado, (Samuel) viu Eliab e disse: Porventura está diante do Senhor o seu ungido?
7Mas o Senhor disse a Samuel: Não olhes para o seu vulto, nem para a altura da sua estatura, porque eu o rejeitei. Eu não julgo do homem pelo que aparece à vista: o homem vê o rosto, mas o Senhor olha para o coração.
10Isai mandou, pois, vir os seus sete filhos diante de Samuel, e Samuel disse a Isaí: A nenhum destes escolheu o Senhor.
11Samuel disse a Isaí: Porventura não tens mais filhos? Isaí respondeu: Ainda falta um pequeno, que anda apascentando as ovelhas. Samuel disse a Isaí: Manda-o vir, porque não nos sentaremos à mesa sem que ele venha aqui.
12Mandou-o, pois, chamar e apresentou-o (a Samuel). Ele era loiro, de olhos formosos e belo aspecto. O Senhor disse: Levanta-te, unge-o, porque é esse mesmo (que eu escolhi).
13Tomou, pois, Samuel o (vaso de) chifre com o óleo, e o ungiu no meio de seus Irmãos. Daquele dia em diante comunicou-se o espírito do Senhor a Davide, e Samuel, levantando-se, partiu para Rama.
1Salmo. De Davide. O Senhor me apascenta: nada me falta;
2em verdes pastos me faz recostar. Conduz-me junto das águas para descansar;
3reconforta a minha alma, guia-me por veredas rectas, por causa do seu nome.
4Ainda que eu ande por um vale tenebroso, não temerei males, porque tu estás comigo. A tua vara e o teu báculo: são eles que me consolam.
5Preparas uma mesa para mim, à vista dos meus adversários; unges com óleos a minha cabeça; o meu cálice trasborda.
6Benignidade e graça me acompanharão todos os dias da minha vida. Habitarei na casa do Senhor, durante dilatadíssimos tempos.
8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Andai como filhos da luz,
9porque o fruto da luz consiste em toda a espécie de bondade, de justiça e de verdade.
10Examinando o que é agradável a Deus,
11não tomeis parte nas obras infrutuosas (dos filhos) das trevas, mas antes condenai-as.
12Porque as coisas que eles fazem em secreto, vergonha é até dizê-las.
13Mas todas as coisas condenadas são postas a descoberto pela luz, e tudo o que é manifestado torna-se luz.
14Por isso (a Escritura) diz: Desperta, tu que dormes (no sono do pecado); levanta-te dentre os mortos, e Cristo te alumiará (com a sua graça) (Is. 26, 19).
1Passando Jesus, viu um homem cego de nascença.
2Os seus discípulos perguntaram-lhe: "Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?"
3Jesus respondeu: "Nem ele nem seus pais pecaram; mas foi para se manifestarem nele as obras de Deus.
4Importa que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia ; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar.
5Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo."
6Dito isto, cuspiu no chão, fez lodo com a saliva, e ungiu com o lodo os olhos do cego.
7Depois disse-lhe: "Vai, lava-te na piscina de Siloé (que quer dizer Enviado)." Foi, lavou-se e voltou com vista.
8Então os seus vizinhos e os que o tinham visto antes pedindo esmola, diziam: "Não é este aquele que estava sentado e pedia esmola?" Outros diziam : "É este."
9Outros porém: "Não é, mas é outro, que se parece com ele." Porém ele dizia: "Sou eu."
10Perguntaram-lhe: "Como te foram abertos os olhos?"
11Ele respondeu: "Aquele homem, que se chama Jesus, fez lodo, ungiu os meus olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé, e lava-te. Fui, lavei-me, e vejo."
12Perguntaram-lhe: "Onde está ele?" Respondeu: "Não sei."
13Levaram aos fariseus o que tinha sido cego.
14Ora era dia de sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos.
15Perguntaram-lhe, pois, também os fariseus de que modo tinha adquirido a vista. Respondeu-lhes: "Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me, e vejo."
16Então, alguns fariseus, diziam: "Este homem, que não guarda o sábado, não é de Deus." Porém outros diziam: "Como pode um homem pecador fazer tais prodígios?" E havia dissenção entre eles.
17Disseram, por isso, novamente ao cego: "Tu que dizes daquele que te abriu os olhos?" Ele respondeu: "Que é um profeta."
18Mas os Judeus não acreditaram que ele tivesse sido cego e tivesse adquirido a vista, enquanto não chamaram seus pais.
19Interrogaram-nos: "É este o vosso filho que vós dizeis que nasceu cego? Como vê, pois, agora?"
20Seus pais responderam-lhe: "Sabemos que este é nosso filho, e que nasceu cego;
21mas não sabemos como ele agora vê, ou quem lhe abriu os olhos não sabemos também; perguntai-o a ele mesmo; tem idade, ele mesmo fale de si."
22Seus pais falaram assim, porque tinham medo dos Judeus; porque estes tinham combinado que se alguém confessasse que Jesus era o Cristo, fosse expulso da sinagoga.
23Por isso é que seus pais disseram: "Ele tem idade, interrogai-o a ele."
24Tornaram, pois, a chamar o homem que tinha sido cego, e disseram-lhe: "Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é um pecador."
25Então disse-lhes ele: "Se é pecador, não sei, o que eu sei é que era cego, e agora vejo."
26Disseram-lhe pois: "Que é que te fez ele? Como te abriu os olhos?"
27Respondeu-lhes; "Eu já vo-lo disse, e vós não me destes atenção; porque o quereis ouvir novamente? Quereis, porventura, fazer-vos também seus discípulos?"
28Injuriaram-no então, e disseram: "Discípulo dele sejas tu; nós somos discípulos de Moisés.
29Sabemos que Deus falou a Moisés; mas este não sabemos donde é."
30O homem respondeu-lhes: "É de admirar que vós não saibais donde ele é, e que me tenha aberto os olhos.
31Nós sabemos que Deus não ouve os pecadores; mas quem honra a Deus e faz a sua vontade, esse é ouvido por Deus.
32Desde que há mundo, nunca se ouviu dizer que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença.
33Se este não fosse de Deus, não podia fazer nada."
34Responderam-lhe: "Tu nasceste coberto de pecados, e queres-nos ensinar?" E lançaram-no fora.
35Jesus ouviu dizer que o tinham lançado fora, e, tendo-o encontrado, disse-lhe: "Tu crês no Filho de Deus?"
36Ele respondeu: "Quem é, Senhor, para eu crer nele?"
37Jesus disse-lhe: "Tu o vês, é aquele mesmo que fala contigo."
38Então ele disse: "Creio, Senhor." E, prostrando-se, o adorou.
39Jesus disse: "Eu vim a este mundo para exercer um justo juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos."
40Ouviram isto alguns dos fariseus, que estavam com ele, e disseram-lhe: "Porventura também nós somos cegos?"
41Jesus disse- lhes: "Se vós fosseis cegos, não teríeis culpa; mas, pelo contrário, vós dizeis: Nós vemos. Fica, pois subsistindo o vosso pecado.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.