sábado, 14 de fevereiro de 2026
Cor litúrgica branca
26Jeroboão disse em seu coração: Agora o reino tornará para a casa de Davide,
27se este povo for a Jerusalém para lá oferecer sacrifícios na casa do Senhor; e o coração deste povo voltar-se-á para o seu Senhor, para Roboão, rei de Judá; eles me matarão e se voltarão para ele.
28Depois de ter considerado bem, fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: Não torneis mais a Jerusalém. Eis aqui, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egipto.
29Colocou um em Betel, e outro em Dan.
30Isto foi uma ocasião de pecado, porque o povo ia a Dan para adorar o bezerro.
31Também levantou templos nos lugares altos, onde pôs como sacerdotes pessoas do povo, que não eram dos filhos de Levi.
32Ordenou também um dia de festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, à semelhança da solenidade que se celebrava em Judá, e ofereceu sacrifícios sobre o altar. Fez o mesmo em Betel, oferecendo sacrifícios aos bezerros que tinha fabricado. Igualmente estabeleceu em Betel sacerdotes (para os templos) dos lugares altos, que tinha edificado.
1Aleluia. Louvai o Senhor, porque é bom, porque a sua misericórdia é eterna.
2Quem poderá referir as obras do poder do Senhor, contar todos os seus louvores?
3Bem-aventurados os que observam os seus preceitos, que praticam a justiça em todo o tempo.
4Lembra-te de mim, Senhor, segundo a tua benevolência para com o teu povo; visita-me com o teu auxílio,
5para que me deleite com a felicidade dos teus escolhidos, para que eu goze com o gozo do teu povo, para que me glorie com a tua herança.
6Pecámos com os nossos pais, cometemos a iniquidade, procedemos impiamente.
7Nossos pais no Egipto não consideraram as tuas maravilhas, não se lembraram da multidão das tuas graças, antes se revoltaram contra o Altíssimo junto do Mar Vermelho.
8Mas (o Senhor) salvou-os, por amor do seu nome, para mostrar o seu poder.
9Ameaçou o mar Vermelho, e ele secou-se; e conduziu-os por entre as ondas, como por um deserto.
10E salvou-os da mão do que os odiava, livrou-os da mão do inimigo.
11As águas cobriram os seus adversários, não escapou um só deles.
12E deram créditos às suas palavras, cantaram os seus louvores.
13Porém, depressa esqueceram as suas obras, não esperaram a realização do seu desígnio.
14No deserto entregaram-se à concupiscência, e tentaram a Deus na solidão.
15Concedeu-lhes o que pediam, mas mandou-lhes o esgotamento.
16Tiveram inveja de Moisés nos acampamentos, e de Aarão, o Santo do Senhor.
17Abriu-se a terra e tragou Datan, e sepultou o bando de Abiron.
18E ateou-se fogo contra o bando de ambos: a chama consumiu os iníquos.
19Fizeram um bezerro em Horeb e adoraram um ídolo de ouro fundido.
20E trocaram a sua glória pelo simulacro dum touro que come feno.
21Esqueceram-se de Deus, que os tinha salvado, que tinha operado prodígios no Egipto,
22maravilhas na terra de Cam, coisas terríveis no mar vermelho.
23(Deus) pensava exterminá-los, se Moisés, seu escolhido, não tivesse intercedido junto dele, a fim de afastar a sua ira, para que não os exterminasse.
24Desprezaram uma terra desejável, não deram crédito à sua palavra.
25Murmuraram nas suas tendas, não obedeceram ao Senhor.
26(Por isso) jurou-lhes com a mão levantada que os prostraria no deserto,
27que dispersaria a sua posteridade entre as nações, e os disseminaria por diversos países.
28E aderiram a Beelfegor e comeram os sacrifícios de deuses mortos.
29Provocaram-no com os seus crimes, mas caiu sobre eles um flagelo.
30Fineias apresentou-se e fez justiça, e cessou o flagelo,
31E (este zelo) foi-lhe contado como justiça, por todas as gerações para sempre.
32Irritaram-no junto das Aguas de Meriba, e aconteceu mal a Moisés por causa deles,
33porque exacerbaram o seu espírito, e ele falou inconsideradamente com os seus lábios.
34Não exterminaram os povos, que o Senhor lhes tinha mandado.
35(Pelo contrário) misturaram-se com os gentios, aprenderam as suas acções,
36e adoraram as suas estátuas, que se tornaram um laço para eles.
37Imolaram os seus filhos e as suas filhas aos demônios.
38Derramaram o sangue inocente: o sangue de seus filhos e de suas filhas, que imolaram aos ídolos de Canaan. E (assim) a terra ficou profanada com sangue.
39Contaminaram-se com as suas obras, prostituíram-se com os seus crimes.
40(Por isso) incendiou-se o furor do Senhor contra o seu povo, e abominou a sua herança.
41Entregou-os ao poder dos gentios, e dominaram-nos aqueles que os odiavam.
42Os seus inimigos angustiaram-nos, e (eles) foram oprimidos sob a sua mão.
43Muitas vezes Deus os livrou; eles porém irritaram-no com os seus (impios) desígnios, e foram prostrados pelas suas próprias iniquidades.
44Todavia (Deus) volveu os olhos para a sua angústia, quando ouviu a sua súplica.
45Lembrou-se, em favor deles, da sua aliança, teve piedade deles segundo a sua grande misericórdia.
46E conciliou-lhes a misericórdia de todos aqueles que os tinham levado cativos.
47Salva-nos, Senhor, nosso Deus, recolhe-nos dentre as nações, para que celebremos o teu santo nome, e nos gloriemos em louvar-te.
48Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, de século em século. E todo o povo diga: Assim seja! Aleluia!
1Naqueles dias, havendo novamente grande multidão, e, não tendo que comer, chamados os discípulos, disse-lhes:
2"Tenho compaixão deste povo, porque há já três dias que não se afastam de mim, e não têm que comer.
3Se os despedir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho e alguns deles vieram de longe."
4Os discípulos responderam-lhe: "Como poderá alguém saciá-los de pão aqui num deserto?"
5Jesus perguntou-lhes: "Quantos pães tendes?" Responderam: "Sete."
6Então ordenou ao povo que se recostasse sobre a terra. Depois, tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e deu a seus discípulos, para que os distribuíssem ; e eles os distribuíram pelo povo.
7Tinham também uns poucos de peixinhos. Ele os abençoou, e mandou que fossem distribuídos.
8Comeram, ficaram saciados, e, dos pedaços que sobejaram, levantaram sete cestos.
9Ora os que comeram eram cerca de quatro mil. Em seguida Jesus despediu-os.
10Entrando logo na barca com seus discipulos, passou ao território de Dalmanuta.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.