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Voz da Fé
São José de Leonissa

São José de Leonissa

4 min de leitura 8 versículos

São José de Leonissa

São José de Leonissa, missionário capuchinho,

que suportastes o cárcere e a forca por amor do Evangelho

e voltastes a pregar sem guardar rancor,

alcançai-nos coragem e mansidão.

Sustentai os missionários entre povos que não nos acolhem,

consolai os presos e os doentes graves,

e ensinai-nos a reconciliar os que vivem em inimizade.

Amém.

São José de Leonissa, Bíblia Sagrada

Jaculatória

O capuchinho italiano que foi cuidar dos cristãos escravizados em Constantinopla, sobreviveu à tortura do sultão e voltou a pregar na Itália até 1612.

Liturgia

Quem foi São José de Leonissa

São José de Leonissa foi um frade capuchinho italiano do século 16, missionário em Constantinopla e depois pregador incansável nas montanhas da própria Itália.

O nome de batismo dele era Eufrânio Desidério, e ele nasceu em Leonessa, cidade pequena que na época ficava na Úmbria e hoje pertence ao Lácio. É dela que vem o nome com que ficou conhecido.

A origem, com as datas

Ele nasceu em 8 de janeiro de 1556. Aos 16 anos, depois de uma febre grave que quase o matou, entrou na reforma capuchinha da Ordem Franciscana.

Fez o noviciado no pequeno convento de Carcerelle, perto de Assis, conhecido pela penitência dura. Em 21 de maio de 1581 foi ordenado padre em Perúgia, e logo recebeu o ofício de pregador, que era o trabalho mais exigente da Ordem.

A missão em Constantinopla

Em 1587 os superiores o enviaram, com outros frades, para fundar uma missão em Constantinopla, capital do Império Otomano.

O trabalho dele ali não era discurso: eram cristãos escravizados, presos em galeras e em casas, e ele passou a cuidar deles e a lutar pela libertação de quem podia ser libertado. Também pregava, e é isso que o colocou na mira do poder.

A tortura e o que aconteceu depois

Preso por ordem do sultão, foi condenado a ficar suspenso por um gancho sobre fogo baixo. Ficou três dias pendurado e não morreu.

O relato que a Ordem transmite conta que, solto por não ter morrido, as feridas do corpo dele se fecharam de forma extraordinária. Vale dizer com honestidade: essa parte é relato de tradição da própria Ordem, e não registro de arquivo.

Expulso do território otomano, voltou à Itália com a saúde marcada e retomou a pregação, agora entre a própria gente, com muitas conversões registradas nas crônicas capuchinhas.

O que ele fez de volta em casa

Ele não voltou para descansar. Percorreu as montanhas do centro da Itália pregando em povoado atrás de povoado, e organizou obras concretas: hospitais, abrigos e ajuda para famílias sem nada.

Esse detalhe explica a devoção popular que se firmou em torno dele: quem o conheceu não viu apenas um pregador, viu alguém que resolvia problema de gente pobre. Ele morreu em 4 de fevereiro de 1612, aos 56 anos.

Onde visitar

Na Itália, o roteiro passa por Leonessa, no Lácio, cidade natal que guarda a memória dele, e pelos Sacros Montes e conventos capuchinhos da região do Rieti.

Assis fica perto, e o convento de Carcerelle, onde ele fez o noviciado, está ali. No Brasil não existe santuário dedicado a ele, e o caminho é procurar os frades capuchinhos, que mantêm a memória e a festa dele no calendário próprio.

Quando a Igreja celebra

A memória é em 4 de fevereiro, dia da morte dele, e aparece no calendário da Ordem Franciscana.

O Papa Bento XIV o canonizou em 29 de junho de 1746, ou seja, 134 anos depois da morte.

Coisas que pouca gente sabe

O nome de batismo dele, Eufrânio Desidério, é tão diferente do nome de religioso que muitas listas antigas o registram como José Desidério.

A febre grave dos 16 anos foi o que empurrou a decisão dele de entrar no convento: ele prometeu isso quando achou que ia morrer, e cumpriu quando se levantou.

E há a conta que impressiona: ele sobreviveu à tortura em 1587 e viveu mais 25 anos depois dela, pregando.

O que muita gente acredita e não é verdade

A primeira confusão é de nome: ele não é São José, o esposo de Maria, celebrado em 19 de março. São pessoas separadas por quinze séculos, e o Leonissa do nome é a cidade dele.

A segunda é imaginar que ele morreu mártir. Não morreu: sobreviveu à tortura, voltou para a Itália e morreu de doença, 25 anos depois, no meio do trabalho de pregação.

Como e quando rezar

Reza-se a São José de Leonissa por quem está preso injustamente, por quem sofre perseguição por causa da fé e por missionários em lugares onde ser cristão é perigoso.

Ele também é procurado por quem enfrenta dor física prolongada, e por quem cuida de gente em situação de escravidão ou tráfico, que é o trabalho que ele fez em Constantinopla.

Peça sua oração

Deixe aqui o seu pedido ou agradecimento, todas as intenções serão apresentadas de forma comunitária durante as orações do Grupo de Oração, Voz da Fé.

"E tudo o que pedirem em oração, crendo, vocês receberão"

Mateus 21:22

Como Rezar São José de Leonissa

1.Prepare-se

Encontre um lugar tranquilo. Faça o sinal da cruz e silencie o coração.

2.Pela manhã

Reze ao acordar como escudo espiritual para o dia. Peça proteção para você e sua família.

3.À noite

Antes de dormir, recite a oração completa pedindo proteção durante o sono e paz noturna.

4.Em família

Reúna a família e rezem juntos. Cada membro pode participar da oração.

5.Com devoção

Reze com fé e confiança, entregando suas necessidades a Deus.

Perguntas Frequentes

Fontes e Referências