Quem é São João Maria Vianney
São João Maria Vianney é conhecido no mundo inteiro como o Cura d'Ars, ou seja, o pároco de Ars, aldeia francesa de pouca gente onde passou quase toda a vida sacerdotal. Cura, em francês, é o nome do padre que tem a cura, isto é, o cuidado das almas de uma paróquia.
A fama dele não veio de pregação brilhante nem de obra construída. Veio do confessionário, e é isso que faz dele um santo diferente de quase todos os outros.
A origem, com as datas
Nasceu em 1786, em Dardilly, na França, em plena Revolução, de família camponesa e religiosa. A primeira comunhão dele foi dentro de um celeiro, numa missa clandestina, porque o culto estava perseguido.
Estudou com muita dificuldade, e o latim foi o obstáculo maior da formação dele. Ordenado, foi enviado a Ars, aldeia conhecida pela fama contrária à fé: cabarés, bailes e bebedeira. Foi ali que ficou.
O que ele fazia em Ars
O trabalho dele era ouvir confissões, e o número impressiona: chegava a ficar dezesseis horas por dia dentro do confessionário. Gente de toda a França passou a viajar até aquela aldeia para se confessar com ele.
A vida pessoal era austera ao extremo: passava longos dias comendo apenas batata e ovo cozido. Morreu esgotado por anos de trabalho, em 4 de agosto de 1859, aos 73 anos.
O que existe hoje
Ars continua sendo destino de peregrinação, sobretudo de seminaristas e de padres, e o corpo dele é conservado ali. A aldeia que era conhecida pelo desprezo à fé virou referência espiritual do clero católico.
O Papa Pio XI o proclamou padroeiro dos párocos e dos sacerdotes que têm cura de almas em todo o mundo, por carta apostólica de 20 de abril de 1929. Em 4 de agosto, muitas comunidades brasileiras celebram informalmente o dia do padre.
Onde visitar
O endereço é Ars-sur-Formans, no leste da França, perto de Lyon. O conjunto reúne a antiga paróquia dele, a basílica e o presbitério onde viveu, tudo em escala de aldeia.
No Brasil, seminários, paróquias e casas de formação levam o nome dele, e a data de 4 de agosto costuma reunir o clero das dioceses em retiro ou em celebração conjunta.
Quando a Igreja celebra
A memória é em 4 de agosto, dia da morte dele. A data se tornou, na prática brasileira, o dia de rezar pelos padres, e muitas comunidades organizam homenagens ao pároco local.
Coisas que pouca gente sabe
Ele quase não foi ordenado. O latim era um obstáculo sério, e a formação dele foi cheia de dificuldades. O padroeiro de todos os párocos do mundo é justamente o que teve mais problema para passar nos estudos.
Outro dado que resume a devoção: a frase mais repetida dele é que o sacerdócio é o amor do coração de Jesus. Não é frase sobre poder nem sobre função, e sim sobre afeto.
O que muita gente acredita e não é verdade
Muita gente pensa que Cura d'Ars é o nome dele, como se fosse sobrenome. Cura é o cargo: pároco. O nome é João Maria Vianney, e Ars é a aldeia onde ele foi pároco.
Também se pensa que ele era um pregador eloquente. A força do ministério dele estava em ouvir, não em falar, e o instrumento era o confessionário.
E há quem confunda o padroado dele com o dos seminaristas ou dos bispos. A carta apostólica de 1929 o proclama padroeiro dos párocos e dos sacerdotes que têm cura de almas.
Como e quando rezar
Reza-se a São João Maria Vianney pelos padres, pelo pároco da própria comunidade, por quem está em crise vocacional e por quem precisa de coragem para se confessar depois de muito tempo.
Um modo concreto e bem no espírito dele: em 4 de agosto, procurar a confissão e depois rezar um Pai-Nosso pelo padre que atendeu. Rezar pelas vocações da própria paróquia é o segundo costume mais difundido nessa data.