Quem é São Bernardino de Sena
São Bernardino de Sena é chamado Apóstolo da Itália e considerado um dos maiores pregadores da história cristã. Nasceu na Toscana em 1380 e tornou-se sacerdote na família franciscana, entrando no movimento da observância, que buscava viver a pobreza de modo mais radical, como São Francisco de Assis.
O que faz dele um santo diferente é o método. Ele não apenas pregava: comunicava, com recursos visuais e técnicas que hoje se chamariam de campanha.
A origem, com as datas
O tempo dele era difícil. A Itália do século XV atravessava pestes e divisões políticas, e as cidades viviam em rivalidade aberta.
Bernardino percorreu o país pregando sobre caridade, paz, concórdia e justiça. Falava com simplicidade de coisas grandes, e a força dele estava em ir direto ao que aquele povo precisava ouvir. Morreu em 1444, e foi canonizado em 1450, pelo Papa Nicolau V, apenas seis anos depois da morte.
O sinal IHS
Por onde ia, levava um quadro de madeira com três letras: IHS, que a tradição lê como Jesus Salvador dos Homens. Erguia aquele quadro nas praças e pedia que o povo olhasse para o nome de Jesus.
O sinal pegou. No século XVI, o mesmo emblema foi adotado pela Companhia de Jesus, por Santo Inácio de Loyola, e é por isso que o IHS aparece até hoje em fachadas, alfaias e brasões jesuítas no mundo inteiro, inclusive no Brasil colonial.
Por que é padroeiro dos publicitários
O padroado vem dos meios que ele usou, e não de uma decisão simbólica. Ele empregava cartazes com o sinal IHS, usava taquigrafia para registrar e difundir o que dizia, e fazia fogueiras públicas de objetos ligados a vícios, criando acontecimento que a cidade toda comentava.
Era comunicação de massa antes de existir imprensa. Por isso o nome dele foi ligado a quem trabalha com publicidade e propaganda.
O que existe hoje
O túmulo dele está em Áquila, na Itália, no templo dos franciscanos da cidade. A festa é celebrada em 20 de maio.
No Brasil, a data é lembrada por profissionais de comunicação e publicidade, e o sinal IHS que ele espalhou está em centenas de templos antigos, sobretudo nos de origem jesuítica.
Onde visitar
Na Itália, o roteiro passa por Siena, na Toscana, de onde vem o nome dele, e por Áquila, nos Abruzos, onde está o túmulo.
No Brasil, procure o IHS nas fachadas e nos altares de templos antigos: o sinal chegou aqui com os jesuítas, e a origem dele é este frade toscano.
Quando a Igreja celebra
A memória é em 20 de maio. Em agências e cursos de comunicação, a data às vezes é lembrada como dia do padroeiro da profissão.
Coisas que pouca gente sabe
O sinal mais associado aos jesuítas foi criado por um franciscano. Bernardino difundiu o IHS um século antes de a Companhia de Jesus existir, e Santo Inácio de Loyola adotou o emblema depois.
Outro dado: ele foi canonizado seis anos depois de morrer. É um dos processos mais rápidos da história da Igreja, e a razão é simples: quando morreu, meia Itália o conhecia pessoalmente.
O que muita gente acredita e não é verdade
Muita gente vê o IHS numa fachada e supõe que seja marca exclusiva dos jesuítas. O emblema é anterior a eles e vem da pregação de São Bernardino de Sena.
Também se confunde este Bernardino com São Bernardo de Claraval, o abade cisterciense do século XII. São dois santos distintos, e a base já tem página própria para o outro.
E há quem imagine que o padroado sobre publicitários é piada moderna. Ele vem dos métodos reais que ele usava: cartaz, taquigrafia e evento público.
Como e quando rezar
Reza-se a São Bernardino de Sena por quem comunica: publicitários, jornalistas, professores, pregadores e quem precisa falar em público sem trair a verdade.
Em 20 de maio, um modo simples é rezar por quem trabalha com comunicação e pedir honestidade no que se escreve e se publica. Para quem prega ou dá aula, pedir a ele antes de começar combina bem.