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Voz da Fé
Mártires de Cunhaú e Uruaçu

Mártires de Cunhaú e Uruaçu

4 min de leitura 30 versículos

Mártires de Cunhaú e Uruaçu

Senhor, Jesus Cristo,

Viver é caminhar!

São veredas, caminhos e estradas,

Que somos chamados a percorrer.

A necessidade de trabalhar para sustentar, a nós e aos nossos,

Faz de nós precisados do descanso,

Do alimentar a espiritualidade de caminheiros e caminheiras!

Vós que sois o caminho, a verdade e a vida,

Vinde em nosso auxílio pela intercessão

Dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu:

Santo André de Soveral, Santo Ambrósio Francisco Ferro,

São Mateus Moreira e seus companheiros.

Eles que viveram e trabalharam nestas glebas de:

Canguaretama e Goianinha, de Tibau e Arês,

De Nísia Floresta e São José de Mipibu,

De Parnamirim e Natal,

De Macaíba e São Gonçalo do Amarante.

Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu,

Que sofreram a tortura da fome e da sede,

Por causa da sua fé,

Livrai-nos da violência, das pandemias e da peste,

Livrai-nos da fome e da sede,

Dai-nos a perseverança de peregrinos e peregrinas,

Firmeza na fé, fortaleza no viver, paz no existir,

Alegria na convivência, respeito às diferenças,

Compromisso com o viver e constância nesta devoção.

Venha em nosso amparo a grande companheira do caminho,

Nossa Senhora Rainha dos Mártires, mãe de Deus e nossa!

Nossa Senhora Mãe dos peregrinos – rogai por nós!

Amém!

Mártires de Cunhaú e Uruaçu, Bíblia Sagrada

Jaculatória

Os trinta católicos mortos no Rio Grande do Norte em 1645, durante a invasão holandesa, canonizados pelo Papa Francisco em 2017.

Liturgia

Quem são os Mártires de Cunhaú e Uruaçu

Os Mártires de Cunhaú e Uruaçu são trinta católicos mortos no Rio Grande do Norte no ano de 1645, e são conhecidos como protomártires do Brasil, ou seja, os primeiros santos do país mortos por causa da fé católica.

Não eram religiosos de carreira nem estrangeiros de passagem. Eram gente da terra: fiéis reunidos para a Missa, moradores de engenho e de comunidade rural, mortos por serem católicos.

A origem, com as datas

Os dois massacres aconteceram durante a invasão holandesa ao Brasil, e a motivação registrada é a intolerância calvinista dos invasores, que não admitiam a prática da religião católica.

O primeiro aconteceu no Engenho de Cunhaú, no atual município de Canguaretama, em 16 de julho de 1645, quando os fiéis estavam reunidos para a Missa. O segundo aconteceu em outubro do mesmo ano, na comunidade de Uruaçu, hoje no município de São Gonçalo do Amarante.

O caminho até a canonização

O reconhecimento levou séculos e aconteceu em duas etapas bem documentadas. Os mártires foram beatificados em Roma em 5 de março de 2000.

Em 23 de março de 2017, o Papa Francisco autorizou a canonização dos trinta, e a cerimônia aconteceu no Vaticano em 15 de outubro de 2017. Com isso, o Brasil passou a ter, oficialmente, os primeiros santos mortos em seu território por causa da fé.

O que existe hoje

Existe um santuário dedicado a eles no Rio Grande do Norte, que se tornou destino de romaria depois da canonização, e a memória dos dois lugares é preservada pelas comunidades de Canguaretama e de São Gonçalo do Amarante.

A devoção é jovem em termos de calendário, porque nasceu como devoção nacional só depois de 2017, e é forte no Nordeste, onde os fatos aconteceram.

Onde visitar

Os endereços são dois, no Rio Grande do Norte: Cunhaú, no município de Canguaretama, no litoral sul do estado, e Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Natal.

Quem vai por devoção costuma visitar os dois lugares no mesmo roteiro, porque a história só se entende junta: são dois episódios do mesmo ano e da mesma perseguição.

Quando a Igreja celebra

A data de referência é 16 de julho, dia do massacre de Cunhaú, em 1645. A canonização, em 15 de outubro de 2017, também é lembrada pelas comunidades, e o santuário marca os aniversários dela.

Coisas que pouca gente sabe

Eles são trinta, e não um ou dois. A canonização de 2017 alcançou um grupo, e é por isso que a devoção fala sempre no plural: são os mártires, e não o mártir.

Outro detalhe que liga esta página a outra devoção brasileira: o segundo massacre aconteceu em Uruaçu, hoje no município de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, cidade que leva o nome do frade dominicano português venerado em Amarante.

O que muita gente acredita e não é verdade

Muita gente supõe que os primeiros santos brasileiros sejam figuras conhecidas de séculos recentes. Em termos de martírio, os primeiros são estes trinta, mortos em 1645, e por isso recebem o título de protomártires do Brasil.

Também se pensa que a invasão holandesa foi apenas disputa comercial e territorial. Houve isso, e houve também perseguição religiosa: a motivação registrada dos massacres é a recusa dos invasores em admitir a prática católica.

E há quem confunda os dois lugares como se fossem um só episódio. São dois massacres distintos, em meses diferentes de 1645 e em municípios diferentes.

Como e quando rezar

Reza-se aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu pela liberdade religiosa, por cristãos perseguidos hoje em outros países e por coragem de manter a fé quando ela custa algo.

Em 16 de julho, um modo simples é rezar pelas comunidades perseguidas do mundo e pelo Brasil. Nas paróquias do Rio Grande do Norte, a data reúne romaria e Missa nos dois lugares dos massacres.

Peça sua oração

Deixe aqui o seu pedido ou agradecimento, todas as intenções serão apresentadas de forma comunitária durante as orações do Grupo de Oração, Voz da Fé.

"E tudo o que pedirem em oração, crendo, vocês receberão"

Mateus 21:22

Como Rezar Mártires de Cunhaú e Uruaçu

1.Prepare-se

Encontre um lugar tranquilo. Faça o sinal da cruz e silencie o coração.

2.Pela manhã

Reze ao acordar como escudo espiritual para o dia. Peça proteção para você e sua família.

3.À noite

Antes de dormir, recite a oração completa pedindo proteção durante o sono e paz noturna.

4.Em família

Reúna a família e rezem juntos. Cada membro pode participar da oração.

5.Com devoção

Reze com fé e confiança, entregando suas necessidades a Deus.

Perguntas Frequentes

Fontes e Referências