Quem foi Santo Antônio Maria Claret
Antonio Juan Adjutor Claret Clará nasceu em Sallent, perto de Barcelona, em 23 de dezembro de 1807. Foi padre, missionário itinerante, arcebispo e fundador de congregação, e ficou conhecido por pregar em praça, em roça e em cadeia, com o mesmo empenho que dedicava aos palácios em que precisou viver.
No Brasil, o nome dele é menos conhecido que a obra: quem tem uma Bíblia Ave-Maria em casa tem em mãos o fruto direto da família religiosa que ele fundou.
A vida, com as datas
Em 1849, junto com outros cinco jovens sacerdotes, ele fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, hoje chamados claretianos.
Logo depois foi nomeado arcebispo de Santiago de Cuba, onde se dedicou a defender os oprimidos da ilha. Foi lá, em 1855, que fundou com a venerável Maria Antonia París o ramo feminino da congregação, as missionárias claretianas.
Em 1868 partiu para o exílio, acompanhando a rainha da Espanha até Paris, e continuou pregando. Refugiou-se no mosteiro de Fontfroide, em Narbona, na França, onde morreu em 1870, no dia 24 de outubro.
O Papa Pio XI o beatificou em 1934, e o Papa Pio XII o canonizou em 1950.
O que a obra dele fez no Brasil
Os Missionários Claretianos chegaram ao Brasil em 19 de novembro de 1895 e se instalaram em São Paulo, para trabalhar com missões populares e formação do clero e do povo. Entre os primeiros estavam os padres Raimundo Genover, Eusébio Sacristián Villanueva, José Domingos Aguero e Lorenzo Playán.
Em 1898 eles lançaram a revista Ave-Maria, apontada como a primeira revista mariana do país, e dali nasceu a Editora Ave-Maria. Foi essa editora que publicou, em 1950, uma das traduções da Bíblia mais vendidas da história brasileira.
Hoje os claretianos estão nas cinco regiões do Brasil, com paróquias, escolas e obras sociais, e mantêm missão em Moçambique ligada à província brasileira.
Onde visitar
Os endereços da vida dele ficam na Espanha, em Sallent e na Catalunha, e na França, no mosteiro de Fontfroide, onde morreu. Do outro lado do Atlântico, o ponto ligado ao nome dele é Santiago de Cuba, onde foi arcebispo, a mesma cidade do santuário de Nossa Senhora da Caridade do Cobre. No Brasil, os endereços são as obras claretianas, começando por São Paulo.
Quando a Igreja celebra
A festa é em 24 de outubro, data da morte dele, em 1870. Nas comunidades claretianas, a data costuma vir acompanhada de novena e de celebrações ligadas ao Imaculado Coração de Maria, devoção que dá nome à congregação.
Coisas que pouca gente sabe
Ele viveu de perto o poder e o exílio, sem trocar de vida: foi confessor da corte espanhola e terminou os dias em um mosteiro francês. A congregação fundada por ele chegou ao Brasil no fim do século XIX e criou uma editora que, décadas depois, entregaria a Bíblia mais lida em muitas casas brasileiras.
O que muita gente acredita e não é verdade
Muita gente confunde o nome dele com Santo Antônio de Pádua, por causa do primeiro nome. São santos diferentes, de séculos diferentes e obras diferentes.
Também há quem pense que ele tenha sido só um bispo administrador. A biografia mostra o contrário: pregação de rua, missões populares e enfrentamento com poderosos, inclusive em Cuba.
Como e quando rezar
É santo de quem prega, escreve, edita e ensina, e por isso a devoção a ele cabe a catequista, professor, comunicador e livreiro. Também é procurado por quem enfrenta oposição por causa da fé no ambiente de trabalho.