Quem foi Santa Terezinha
A Oração de Santa Terezinha é dirigida à carmelita francesa que morreu com vinte e quatro anos e se tornou uma das santas mais amadas do mundo. O nome completo dela é Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, e no Brasil todos a chamam de Santa Terezinha. Ela nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873, e morreu em Lisieux, em 30 de setembro de 1897. A festa dela é em 1º de outubro. É Doutora da Igreja e padroeira das missões, mesmo tendo passado a vida adulta inteira dentro de um mosteiro.
A história: a santa que fez do pequeno o seu caminho
Teresa entrou no Carmelo de Lisieux muito jovem e viveu ali uma vida sem nada de extraordinário por fora: rotina de mosteiro, trabalho miúdo, doença, silêncio. Morreu de tuberculose aos vinte e quatro anos, sem ter feito nenhuma obra grande, sem ter viajado, sem ter fundado nada.
O que ela deixou foi um modo de viver a fé que a Igreja acabou reconhecendo como doutrina. Ela mesma o descreveu, e o Papa Francisco cita as palavras dela: um caminhito muito direto, muito curto, um caminhito completamente novo. É o que se chama o pequeno caminho: em vez de tentar chegar a Deus por grandes feitos, chegar por gestos pequenos feitos com amor, e confiando.
A imagem que ela usou para isso é de uma simplicidade desarmante, e também está citada pelo Papa: o ascensor que me há de elevar até ao Céu são os vossos braços, ó Jesus. Não é a escada da própria força: é o colo.
E o coração de tudo é uma frase dela que o Papa Francisco escolheu para abrir um documento inteiro: só a confiança e nada mais do que a confiança tem de conduzir-nos ao Amor.
Nos últimos dias de vida, aos vinte e quatro anos, ela disse às irmãs do mosteiro que faria cair uma chuva de rosas sobre o mundo. É dessa promessa que nasce tudo o que se conhece hoje como a devoção das rosas.
O que existe hoje
Duas decisões de Roma explicam o tamanho que ela tem hoje na Igreja.
Em 19 de outubro de 1997, São João Paulo II a proclamou Doutora da Igreja, pela Carta Apostólica Divini Amoris Scientia, ou seja, a ciência do amor divino. Doutor da Igreja é um título dado a muito poucos santos, por causa da doutrina que deixaram, e ela é uma das pouquíssimas mulheres da lista.
Em 15 de outubro de 2023, nos 150 anos do nascimento dela, o Papa Francisco publicou a Exortação Apostólica C'est la confiance, dedicada inteiramente a ela e à confiança no amor misericordioso de Deus. Nesse texto, o Papa a chama de padroeira das missões e mestra de evangelização.
No Brasil, a devoção é enorme e tem uma forma muito própria: a Novena das Rosas, com vinte e quatro Glórias ao Pai, uma para cada ano de vida dela. Conta-se que a novena nasceu em 1925, quando um sacerdote jesuíta rezou assim pedindo, como sinal, que recebesse uma rosa, e no terceiro dia uma jovem lhe entregou uma rosa vermelha.
Onde visitar
Lisieux, na Normandia, é o destino: o Carmelo onde ela viveu e morreu, a Basílica de Santa Teresa, uma das maiores da França, e a casa da família, chamada Les Buissonnets, onde ela cresceu. A cidade fica a cerca de duas horas de Paris, e é uma peregrinação fácil para quem já está na França.
Em Alençon, também na Normandia, está a casa onde ela nasceu, ligada aos pais dela, Louis e Zélie Martin, que a Igreja canonizou como casal.
No Brasil, Santa Terezinha dá nome a Paróquias, colégios e hospitais em todo o país, e é uma das devoções mais presentes entre religiosas e em obras de caridade. Se você quer rezar diante de uma imagem dela, provavelmente existe uma capela ou Paróquia com o nome dela perto de você.
Quando a Igreja a celebra
A festa de Santa Terezinha é em 1º de outubro.
No Brasil, o mês de outubro concentra a devoção a ela, e a forma mais comum de rezar é a Novena das Rosas, que muita gente começa no dia 24 de setembro para terminar no dia da festa. Em Paróquias com o nome dela, é comum a bênção e a distribuição de rosas no fim da Missa.
Ela é celebrada como Virgem e Doutora da Igreja, e é bom lembrar disso na data: a moça de vinte e quatro anos que morreu num mosteiro pequeno é hoje mestra de doutrina para a Igreja inteira.
Coisas que pouca gente sabe
Ela é padroeira das missões sem nunca ter sido missionária fora do mosteiro: rezava pelos missionários e se considerava missionária pela oração.
O título de Doutora da Igreja é dado a muito poucos santos, e ela está entre as pouquíssimas mulheres.
As vinte e quatro Glórias ao Pai da Novena das Rosas são uma para cada ano de vida dela.
A promessa da chuva de rosas foi dita nos últimos dias de vida, aos vinte e quatro anos.
Os pais dela, Louis e Zélie Martin, foram canonizados pela Igreja como casal.
O Papa Francisco dedicou a ela um documento inteiro em 2023, nos 150 anos do nascimento dela.
O que vale esclarecer
O primeiro ponto desfaz uma confusão de nomes comum: Santa Terezinha, a do Menino Jesus, é a carmelita francesa que morreu em 1897, em Lisieux. Ela não é Santa Teresa de Ávila, a espanhola do século XVI, que também é Doutora da Igreja e tem festa em outra data. As duas são carmelitas, e é por isso que a confusão acontece.
O segundo é sobre as rosas. Elas não são enfeite da devoção: vêm da promessa que ela fez de fazer cair uma chuva de rosas sobre o mundo, e é por isso que a rosa aparece nas imagens dela e no nome da novena.
O terceiro é sobre o pequeno caminho, que às vezes é confundido com fé de pouca exigência. É o contrário: o caminho dela pede que cada coisa miúda do dia seja feita com amor, e a única bagagem permitida é a confiança. Nas palavras que ela deixou e que o Papa Francisco citou: só a confiança e nada mais do que a confiança tem de conduzir-nos ao Amor.
Como e quando rezar
Esta é a oração de quem se sente pequeno, e é o maior consolo da base: ela mostra que não é preciso fazer nada grande para ser santo. Serve para a mãe cansada, para quem trabalha em serviço invisível, para quem cuida de doente em casa, para quem acha que a própria vida é sem importância.
Também é a oração dos doentes, sobretudo dos jovens doentes, porque ela morreu de tuberculose com vinte e quatro anos, e é rezada por quem pede pela conversão de alguém, pelas missões e pelos sacerdotes, causas que eram as dela.
Como rezar: a Novena das Rosas é o caminho mais próprio. São vinte e quatro Glórias ao Pai por dia, uma para cada ano de vida dela, e um pedido no fim. Muita gente começa em 24 de setembro para terminar em 1º de outubro, dia da festa.
E há um detalhe bonito dessa devoção: muitos devotos pedem uma rosa como sinal. Não é obrigação nem condição, é um gesto de confiança que combina com a promessa que ela deixou.