Quem é Santa Luísa de Marillac
Santa Luísa de Marillac foi viúva, mãe e cofundadora de uma das maiores congregações religiosas femininas do mundo, as Filhas da Caridade.
Nasceu em Paris, na França, em 1591. Casou-se com Antônio Le Gras, secretário de Maria de Médici, e ficou viúva em 1625. Em 1616 havia conhecido São Vicente de Paulo, que se tornou o confessor dela, e daquela direção espiritual nasceu a obra da vida dela.
A origem da obra, com as datas
O trabalho começou com Luísa visitando e organizando as chamadas Confrarias da Caridade, grupos de leigas que cuidavam de doentes e pobres.
As fontes divergem sobre a data exata do início da congregação: algumas apontam 1625, quando as primeiras jovens começaram a ser recebidas, e outras 1633, quando a companhia foi organizada como comunidade. As duas datas descrevem o mesmo processo em momentos diferentes.
O ponto realmente novo era outro: aquelas mulheres não seriam enclausuradas. Iriam às casas, aos hospitais, às ruas.
A frase que define a vocação
São Vicente de Paulo descreveu a vida delas de um modo que ficou famoso: o mosteiro delas era a casa dos doentes, a cela um quarto alugado, a capela a paróquia e o claustro as ruas da cidade.
Era uma definição ousada para o século XVII, quando religiosa e clausura eram praticamente sinônimos. E é essa definição que explica por que as Filhas da Caridade chegaram a tantos hospitais e escolas no mundo inteiro.
O que existe hoje
As Filhas da Caridade estão presentes em muitos países, inclusive no Brasil, em hospitais, colégios, creches e obras sociais, e no país são popularmente chamadas de vicentinas.
Ela morreu em 15 de março de 1660, e São Vicente de Paulo morreu seis meses depois. Foi canonizada pelo Papa Pio XI em 11 de março de 1934, e em 1960 o Papa João XXIII a declarou padroeira das obras sociais, título pelo qual é lembrada também como padroeira dos assistentes sociais.
Onde visitar
Na França, o endereço é Paris, onde ela nasceu, viveu, trabalhou e morreu, e onde está a casa das Filhas da Caridade.
No Brasil, o caminho é qualquer obra vicentina: hospitais, colégios e centros sociais mantidos pelas Filhas da Caridade em várias cidades.
Quando a Igreja celebra
A memória é em 15 de março, data da morte dela, em 1660.
Coisas que pouca gente sabe
A obra dela nasceu de uma viuvez. Ela tinha um filho, cuidou dele, e a vida religiosa dela começou depois, o que faz dela referência para mulheres que recomeçam na maturidade.
Outro dado: o título de padroeira dos assistentes sociais vem do que ela fez na prática, e não de uma escolha simbólica. Ela organizava atendimento, formava pessoal, dividia tarefas e prestava contas, o que hoje se chamaria de gestão social.
O que muita gente acredita e não é verdade
Muita gente atribui as Filhas da Caridade apenas a São Vicente de Paulo. A obra é dos dois, e quem formou, acompanhou e organizou as irmãs no dia a dia foi ela.
Também se supõe que ela era freira de convento. As Filhas da Caridade nasceram justamente para não serem enclausuradas, e é isso que a distingue no século XVII.
E há quem confunda o nome dela com o do município de Marilac, em Minas Gerais. O nome do lugar é ligado a ela, mas a grafia não é a mesma, e vale conferir antes de escrever.
Como e quando rezar
Reza-se a Santa Luísa de Marillac por assistentes sociais, enfermeiras, cuidadores e voluntários, por viúvas, e por quem trabalha em obra social e está exausto.
Em 15 de março, um modo simples é rezar por quem cuida de doentes na sua família, pelo nome, e por uma obra social da sua cidade que você conheça.