Quem é Santa Catarina Labouré
Santa Catarina Labouré é a freira das aparições de Paris, e o nome dela é menos conhecido que o objeto que veio daquelas visões: a Medalha Milagrosa, também chamada Medalha de Nossa Senhora das Graças.
Viveu de 1806 a 1876 e era religiosa das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Como aconteceu com outras videntes, passou a vida escondida, e a maior parte das irmãs da comunidade só descobriu quem ela era depois da morte dela.
A origem, com as datas
As aparições aconteceram em 1830, na capela da casa mãe das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris. Catarina tinha 24 anos e era noviça.
Foram três visitas da Virgem naquele ano. Na primeira, na noite de 18 de julho, recebeu o pedido de estabelecer uma confraria, que veio a ser a dos Filhos de Maria. A segunda, em 27 de novembro de 1830, é a mais conhecida e a decisiva: nela recebeu a ordem de cunhar uma medalha, com as imagens e as palavras que ela descreveu depois.
Ela comunicou tudo ao confessor, o padre Jean-Marie Aladel, e foi por meio dele que a medalha chegou a ser feita. Catarina não apareceu no processo.
O que existe hoje
A Medalha Milagrosa é hoje um dos sacramentais marianos mais difundidos do mundo católico, presente em milhões de casas, pescoços e carteiras, muitas vezes sem que quem a usa saiba de onde ela veio.
A capela da Rue du Bac continua aberta e recebe peregrinos de todos os países, no meio de Paris. O corpo de Catarina está ali, e é uma das visitas mais silenciosas que a cidade oferece.
Onde visitar
O endereço é a capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, na Rue du Bac, em Paris, na casa mãe das Filhas da Caridade. É um lugar simples, escondido entre prédios, e quem passa na rua nem sempre percebe.
No Brasil, as Filhas da Caridade mantêm obras em muitas cidades, e a devoção à Medalha Milagrosa é forte em paróquias vicentinas, com novena própria.
Quando a Igreja celebra
A data de referência da devoção é 27 de novembro, aniversário da aparição de 1830 em que a medalha foi pedida. Nas comunidades vicentinas, a novena que antecede essa data é o ponto alto do ano.
Coisas que pouca gente sabe
Ela foi beatificada em 1933, pelo Papa Pio XI, e canonizada em 1947, pelo Papa Pio XII, mais de setenta anos depois da morte. A devoção à medalha já era mundial muito antes de a vidente ser reconhecida santa.
Outro detalhe: ela nunca virou figura pública. Falou com o confessor e calou-se pelo resto da vida, cuidando de doentes e idosos, e é justamente esse silêncio que a Igreja aponta como sinal da autenticidade do que ela contou.
O que muita gente acredita e não é verdade
Muita gente trata a medalha como objeto de sorte, que protegeria por conta própria. A Igreja a classifica como sacramental, ou seja, um sinal que ajuda a rezar e a lembrar, e quem protege é Deus, por intercessão de Maria.
Também se confunde Catarina Labouré com Santa Catarina de Sena e com Santa Catarina de Alexandria. São três santas distintas, de séculos diferentes.
E há quem imagine que ela mesma desenhou e distribuiu a medalha. Ela descreveu o que viu ao confessor, e foi ele quem levou o pedido adiante.
Como e quando rezar
Reza-se a Santa Catarina Labouré pedindo fidelidade no que ninguém vê: trabalho escondido, cuidado de doente em casa, missão sem reconhecimento. É a santa de quem faz o essencial sem plateia.
A oração mais ligada a ela é a invocação gravada na própria medalha, rezada por milhões de católicos todos os dias. Em 27 de novembro, rezar o terço segurando a medalha, pedindo pelas graças de que se precisa, é o costume mais difundido.