Quem é Santa Bibiana
Santa Bibiana, conhecida também como Viviana, é uma mártir romana do século IV, e o padroado dela é bem específico: é invocada por quem sofre de epilepsia, de convulsões e de dores fortes, sobretudo de cabeça.
Nasceu por volta de 347, em família cristã de alta posição. O pai, Flaviano, era prefeito de Roma, e a mãe, Dafrosa, pertencia à nobreza. Ela tinha uma irmã, Demétria.
A origem, com as datas
Ela viveu no tempo do imperador Juliano, que a história cristã conhece como o Apóstata, por ter tentado restaurar o paganismo depois da liberdade concedida aos cristãos.
Uma das obras de caridade dela é o detalhe que mais diz sobre quem era: recolhia os corpos dos mártires cristãos e os sepultava durante a noite, quando era possível fazer isso sem ser vista. Era trabalho perigoso e sujo, feito às escondidas, por uma jovem de família nobre.
O martírio
A família dela foi perseguida e destruída. Ela mesma foi entregue a quem tentou forçá-la à prostituição, e não cedeu.
Diante da recusa, o prefeito mandou amarrá-la a uma coluna e açoitá-la até a morte. A tradição registra o episódio com sobriedade, e é assim que ele deve ser contado: uma jovem que preferiu morrer a ser usada.
O que existe hoje
O culto a ela ganhou força na Idade Média justamente pelo padroado sobre a saúde: passou a ser invocada contra epilepsia, contra males nervosos, contra a loucura e contra dores de cabeça. Essa devoção continua viva, sobretudo no mundo de língua espanhola.
Em Roma, há uma basílica dedicada a ela, e a memória é celebrada em 2 de dezembro.
Onde visitar
Em Roma, o endereço é a basílica de Santa Bibiana, ligada ao lugar tradicionalmente apontado como o da casa da família dela.
No Brasil, a devoção é discreta, e o nome aparece sobretudo como nome de batismo. Em países de língua espanhola ela é bem mais conhecida, e a data de 2 de dezembro é lembrada em paróquias.
Quando a Igreja celebra
A memória é em 2 de dezembro. Em regiões de devoção mais forte, a data reúne oração pelos doentes, com atenção a quem convive com epilepsia na família.
Coisas que pouca gente sabe
O trabalho dela era funerário e clandestino. Numa época em que sepultar um mártir podia custar a vida de quem sepultava, ela saía de noite para fazer isso. A devoção sobre dores e males nervosos veio séculos depois, e a caridade concreta veio primeiro.
Outro detalhe: a família inteira dela foi atingida pela perseguição, e o pai era autoridade da própria Roma que a matou. É uma das histórias de martírio em que o poder e a vítima estão dentro da mesma casa.
O que muita gente acredita e não é verdade
Muita gente supõe que Bibiana e Viviana sejam duas santas. É a mesma pessoa: Bibiana é a forma latina consagrada e Viviana a variação que circulou em outras línguas.
Também se pensa que o padroado sobre epilepsia é invenção moderna ligada à medicina. Ele vem da Idade Média, quando ela passou a ser invocada contra males que a época não sabia tratar.
E há quem confunda o padroado com garantia de cura. O que a devoção oferece é intercessão e companhia na dor, e a Igreja nunca prometeu resultado.
Como e quando rezar
Reza-se a Santa Bibiana por quem tem epilepsia, por quem sofre convulsões, por enxaqueca e dores fortes de cabeça, e por quem cuida dessas pessoas em casa.
Em 2 de dezembro, um modo concreto é rezar por um doente nomeado e, se for possível, acompanhá-lo numa consulta. Para quem convive com crises na família, uma oração curta antes de dormir é o costume mais difundido.