domingo, 4 de outubro de 2026
Cor litúrgica verde
1Cantarei ao meu amado o seu cântico de amor à sua vinha. O meu amado adquiriu uma vinha, plantada numa fértil colina. Cavou-lhe a terra, tirou-lhe as pedras, plantou-a de bacelo escolhido, edificou uma torre no meio, e construiu nela um lagar. Esperava que desse boas uvas, mas produziu agraços.1
2Ele cavoucou, arrancou pedras, e ali plantou mudas selecionadas. Bem no meio construiu a torre de vigia e também o lagar de amassar uvas. Esperava que produzisse uvas boas, mas só deu uva brava.
3Agora, pois, habitantes de Jerusalém e homens de Judá, sede vós os juízes entre mim e a minha vinha.
4Que coisa há que eu devesse fazer mais a minha vinha e que lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que ela desse boas uvas, apenas agraços produziu?
5Agora vos mostrarei o que hei-de fazer à minha vinha: Arrancar-lhe-ei a sebe, e ficará exposta ao roubo; derrubar-lhe-ei o muro, e será pisada.
6Farei com que fique deserta: não será podada nem cavada; crescerão nela os espinhos e os abrolhos; mandarei às nuvens que não derramem chuva sobre ela.
7A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá a planta, na qual ele tinha as suas delícias. Esperava que praticassem a retidão e eis que só há sangue derramado; que praticassem a justiça, e eis que sòmente se ouvem clamor (dos oprimidos).
1Ao mestre do coro. Segundo a melodia de "o lírio da lei..." De Asaf. Salmo.
2Tu que apascentas Israel, atende, tu que conduzes José como um rebanho. Tu que estás sentado sobre os querubins, manifesta-te com esplendor.
3diante de Efraim, Benjamim e Manassés. Desperta o teu poder, e vem para nos salvar.
4Ó Deus, restaura-nos e mostra-nos sempre o teu rosto, para que sejamos salvos.
5Senhor Deus dos exércitos, até quando estarás irado, não obstante o teu povo orar?
6Alimentaste-lo com pão de lágrimas, deste-lhe a beber lágrimas com abundância.
7Fizeste de nós um objecto de disputa para os nossos vizinhos, e os nossos inimigos fazem escárnio de nós.
8Deus dos exércitos, restaura-nos e mostra sereno o teu rosto, para que sejamos salvos.
9Uma videira arrancaste do Egipto, expulsaste as gentes e a plantaste.
10Preparaste-lhe o terreno; ela lançou raízes e encheu a terra.
11A sua sombra cobriu os montes, e os seus sarmentos os cedros de Deus.
12Estendeu a sua ramagem até ao mar, e até ao rio os seus rebentos.
13Para que destruíste a sua cerca, de modo que a vindimem todos os que passam pelo caminho,
14e a devaste o javali da selva, e se apascentem nela as bestas do campo?
15Ó Deus dos exércitos, volta-te, olha do alto do céu e vê, visita esta videira.
16Protege aquela que a lua dextra plantou, e o rebento que para ti fortaleceste.
17Os que a incendiaram e talaram pereçam ante a ameaça do teu rosto
18Esteja a tua mão sobre o homem da tua dextra, sobre o filho do homem que para ti fortaleceste.
19Não nos afastaremos mais de ti; tu nos conservarás a vida, e proclamaremos o teu nome.
20Senhor, Deus dos exércitos, restaura-nos e mostra-nos sereno o teu rosto, para que sejamos salvos.
6Não vos inquieteis com nada, mas em todas as circunstâncias manifestai a Deus as vossas necessidades por meio de orações e súplicas unidas à ação de graças.
7E a paz de Deus, que está acima de todo o entendimento, guarde os vossos corações e os vossos espíritos em Jesus Cristo.
8Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é digno, tudo o que é justo, tudo o que é santo, tudo o que é amável, tudo o que é de bom nome, qualquer virtude, qualquer coisa digna de louvor, seja isto o objeto dos vossos pensamentos.
9O que aprendestes, recebestes, ouvistes e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.
33Ouvi outra parábola: Havia um pai de família, que plantou uma vinha, e a cercou com uma sebe, e cavou nela um lagar, e edificou uma torre (Is. 6, 1-2); depois, arrendou-a a uns vinhateiros, e ausentou-se daquela região.
34Estando próxima a estação dos frutos, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos da sua vinha.
35Mas os vinhateiros, agarrando os servos, feriram um, mataram outro, e a outro apedrejaram.
36Enviou novamente outros servos em maior número do que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo.
37Por último enviou-lhes seu filho, dizendo: Hão-de ter respeito a meu filho.
38Porém, os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo, e teremos a sua herança.
39E, lançando-lhe as mãos, puseram-no fora da vinha, e mataram-no.
40Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará ele àqueles vinhateiros?"
41Responderam-lhe: "Matará sem piedade esses malvados, e arrendará a sua vinha a outros vinhateiros, que lhe paguem o fruto a seu tempo."
42Jesus disse-lhes: "Nunca lestes nas Escrituras (Ps. 117, 22-23): A pedra que fora rejeitada pelos que edificavam, tornou-se pedra angular; pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos?
43Por isso vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que produza os frutos dele.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.