quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Cor litúrgica branca
1Respondendo Job, disse:
2Eu sei verdadeiramente que é assim, que o homem comparado com Deus não é justo.
3quisesse disputar com Deus, não lhe poderia responder por mil coisas uma só.
4Deus é sábio de coração, e forte em poder; quem lhe resistiu e ficou em paz?
5Ele transporta os montes, sem que eles o saibam, revolve-os na sua ira.
6Ele sacode a terra do seu lugar, e as suas colunas são abaladas.
7Ele manda ao sol, e o sol não nasce; põe um selo nas estrelas.
8Ele formou, sozinho, a extensão dos céus, e caminha sobre as ondas do mar.
9Ele criou a Ursa, o Orião e as Pléiades, e os astros (que estão) no fundo do austro.
10Ele faz coisas grandes e incompreensíveis, prodígios que não têm número.
11Se ele vem a mim, eu não o verei, se se retira não o perceberei.
12Se levar uma presa, quem se lhe oporá? Quem lhe pode dizer: Por que fazes isto?
14Quem sou eu, pois, para lhe responder, e para lhe falar com as minhas próprias palavras?
15Ainda que eu tivesse alguma razão, não responderia, mas imploraria a clemência do meu juiz.
16E ainda que tivesse ouvido ás minhas súplicas, não acreditaria que tivesse feito caso da minha voz,
1Cântico. Salmo. Dos filhos do Coré. Ao mestre do coro. Segundo a melodia de "Makalat". Para canto. Maskil. De Hemã Ezrahita.
2Senhor, Deus meu, clamo durante o dia, de noite lamento-me na tua presença.
3Chegue a ti a minha oração, inclina o teu ouvido ao meu clamor,
4porque a minha alma está saturada de males, e a minha vida aproxima-se do sepulcro.
5Sou contado entre os que descem à cova, tornei-me como um homem sem vigor.
6Entre os defuntos está o meu grabato, como dos que foram mortos, e jazem no sepulcro, de quem já te não lembras, e que estão excluídos do teu cuidado.
7Puseste-me num fosso profundo, nas trevas, na voragem.
8Sobre mim pesa a tua indignação, e com todas as tuas ondas me sufocas.
9Afastaste de mim os meus conhecidos, tornaste-me abominável para eles, estou prisioneiro, sem poder sair.
10Os meus olhos desfalecem de miséria, a ti, Senhor, clamo todo o dia; para ti estendo as minhas mãos.
11Porventura fazes prodígios pelos mortos? Ou levantar-se-ão os defuntos para te louvarem?
12Acaso se publica na sepultura a tua bondade, e a tua fidelidade na morada dos mortos?
13Porventura manifestam-se nas trevas as tuas maravilhas, e a tua graça na terra do esquecimento?
14Mas eu, Senhor, a ti clamo, e logo de manhã vai à tua presença a minha oração.
15Por que repeles, Senhor, a minha alma, e escondes dê mim a tua face?
16Sou miserável e moribundo desde menino, suportei os teus terrores, e fiquei extenuado.
17Por cima de mim passaram as tuas iras, e os teus terrores me consumiram.
18Cercam-me sem cessar como água, envolvem-me todos à uma.
19Afastaste de mim o amigo e o companheiro: os meus familiares são as trevas.
57Indo eles pelo caminho, veio um homem que lhe disse: "Seguir-te-ei para onde quer que fores."
58Jesus respondeu-lhe: "As raposas têm suas covas, as aves do céu têm seus ninhos, porém o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça."
59A um outro disse: "Segue-me." Mas ele disse: "Senhor, permite-me que eu vá primeiro sepultar meu pai."
60Mas Jesus replicou: "Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu vai anunciar o reino de Deus."
61Um outro disse-lhe: "Eu, Senhor, seguir-te-ei, mas permite que vá primeiro dizer adeus aos de minha casa."
62Jesus respondeu-lhe; "Ninguém que, depois de ter metido a sua mão ao arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.