quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Cor litúrgica verde
2Vaidade de vaidades, diz o Eclesiaste, vaidade de vaidade, tudo é vaidade!
3Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?
4Uma geração passa, outra geração lhe sucede, mas a terra permanece sempre estável.
5O sol nasce e põe-se, corre ao seu lugar, donde volta a nascer.
6O vento dirige o seu giro para o meio-dia, depois declina para o norte; corre, visitando tudo em roda, e volta a começar (depois) os seus circuitos.
7Todos os rios entram no mar, e o mar nem por isso trasborda; os rios voltam ao mesmo lugar donde saíram, para tornarem a correr.
8Todas as coisas se afadigam, mais do que se pode dizer. O olho não se farta de ver, nem o ouvido se cansa de ouvir (sempre as mesmas coisas).
9Que é o que foi? O mesmo que há-de ser. Que é o que se fez? O mesmo que se há-de fazer.
10Não há nada novo debaixo do sol, e ninguém pode dizer; Eis aqui está uma coisa nova, porque ela já existiu nos séculos que passaram antes de nós.
11Não há memória das coisas antigas, mas também não haverá memória das coisas que hão-de suceder depois de nós, entre aqueles que viverão mais tarde.
1Oração. De Moisés, homem de Deus. Senhor, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração.
2Antes que os montes fossem formados, antes do nascimento da terra e do mundo, desde a eternidade e para sempre, tu és, ó Deus.
3Mandas que ao pó voltem os mortais, e dizes: "Regressai, filhos dos homens."
4Mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem; que passou, e como uma vigília da noite (que somente dura três horas).
5Tu os arrebatas: são como um sonho matutino, como a erva verdejante:
6de manhã floresce e verdeja, à tarde é cortada e seca.
7Na verdade, somos consumidos pela tua ira, e perturbados pela tua indignação.
8Puseste as nossas culpas à tua vista, os nossos pecados ocultos à luz do teu rosto.
9Todos os nossos dias transcorreram na tua ira; acabamos os nossos anos como um suspiro.
10A soma dos nossos anos é setenta anos, ou, se somos robustos, oitenta; e muitos deles são trabalho e vaidade: realmente passam depressa, e voamos,
11Quem pondera o poder da tua ira, e a tua indignação, conforme o temor que te é devido?
12Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos a sabedoria do coração.
13Volta (para nós), Senhor, — até quando (te mostrarás irado)? - e sê propício para com os teus servos.
14Sacia-nos depressa com a tua misericórdia, para que exultemos e nos alegremos durante todos os nossos dias.
15Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, pelos anos em que vimos males.
16Manifeste-se aos teus servos a tua obra, e a tua glória aos seus filhos,
17e a bondade do Senhor, nosso Deus, esteja sobre nós; favorece a obra das nossas mãos, sim, a obra das nossas mãos favorece.
7Herodes tetrarca ouviu falar de tudo o que se passava, e não sabia que pensar, porque uns diziam:
8"É João que ressuscitou dos mortos"; outros: "É Elias que apareceu"; outros: "É um dos antigos profetas, que ressuscitou."
9Herodes disse: "Eu mandei degolar João. Quem é, pois, este de quem ouço tais coisas?" E buscava ocasião de o ver.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.