sábado, 1 de agosto de 2026
Cor litúrgica branca
11Então falaram os sacerdotes e os profetas aos príncipes e a todo o povo: Este homem é réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como vós ouvistes com os vossos ouvidos.
12Jeremias falou a todos os príncipes e a todo o povo dizendo: Foi o Senhor que me enviou a profetizar contra esta casa e contra esta cidade todas as palavras que me ouvistes.
13Agora, pois, emendai os vossos caminhos e as vossas obras, ouvi a palavra do Senhor vosso Deus, e o Senhor se arrependerá (ou desistirá) do mal que resolveu fazer contra vós.
14Quanto a mim, eis que estou nas vossas mãos; fazei de mim o que tiverdes por bom e recto aos vossos olhos;
15porém, sabei que, se me matardes, derramareis um sangue inocente sobre vós mesmos, sobre esta cidade e seus moradores, porque na verdade o Senhor me enviou a vós, para que dissesse aos vossos ouvidos todas estas palavras.
16Então disseram os príncipes e todo o povo aos sacerdotes e aos profetas: Este homem não merece a morte, porque nos falou em nome do Senhor nosso Deus.
24A mão de Aicam, filho de Safan, foi com Jeremias, de sorte que não foi entregue nas mãos do povo para ser morto.
1Ao mestre do coro. Segundo a melodia de "Os lírios". De Davide.1
2Salva-me, ó Deus, porque as águas (da tribulação) chegaram-me ao pescoço,
3Estou atolado num lodo profundo, e não encontro onde pôr pé; cheguei a um sítio de águas profundas, e já as ondas me cobrem.
4Estou cansado de gritar, enrouqueceu a minha garganta; desfaleceram os meus olhos à espera do meu Deus.
5São mais que os cabelos da minha cabeça, aqueles que me aborrecem sem razão, são mais fortes que os meus ossos, os que me perseguem injustamente: porventura hei-de restituir o que não roubei?
6O Deus, tu conheces a minha insipiência, e os meus delitos não te são ocultos.
7Não sejam confundidos por minha causa os que esperam em ti, Senhor, Senhor dos exércitos. Não se envergonhem por minha causa, os que te buscam, ó Deus de Israel.
8Pois por ti sofri afronta, foi coberto de confusão o meu rosto.
9Tornei-me um estranho para os meus irmãos, e um desconhecido para os filhos de minha mãe.
10e por causa do zelo pela casa de Deus.
11Mortifiquei pelo jejum a minha alma, e isto tornou-se-me em opróbrio.
12Tomei por vestido um saco, e fui para eles objecto de escárnio.
13Falam contra mim os que se sentam à porta (da cidade), e escarnecem-me os que bebem vinho.
14Porém, ó Senhor, a minha oração eleva-se a ti no tempo da graça, ó Deus; ouve-me segundo a tua grande bondade, segundo o teu auxílio fiel.
15Tira-me do lodo, para que não seja submergido, livra-me daqueles que me odeiam e da profundidade das águas (da tribulação).
16Não me afoguem as ondas das águas, nem me observa o abismo, nem a boca do poço (de tantas misérias) se feche sobre mim.
17Ouve-me, Senhor, porque é benigna a tua graça; segundo a multidão das tuas comiserações olha para mim,
18não escondas o teu rosto do teu servo; ouve-me prontamente, porque estou angustiado.
19Aproxima-te da minha alma, resgata-a; por causa dos meus inimigos, livra-me.
20Tu conheces o meu opróbrio, a minha confusão e a minha vergonha; à tua vista estão todos os que me afligem.
21O opróbrio despedaçou o meu coração e desfaleci; esperei que alguém se condoesse de mim, e não houve ninguém; esperei que alguém me consolasse, e não achei.
22Misturaram fel na minha comida, e na minha sede apresentaram-me vinagre.
23(Em castigo) torne-se a sua mesa um laço para eles, e uma rede para os seus amigos.
24Obscureçam-se os seus olhos para que não vejam; e faz que os seus flancos vacilem sempre.
25Derrama sobre eles a tua indignação e o furor da tua cólera os alcance.
26Devastada seja a sua morada; e não haja quem habite nas suas tendas.
27Porquanto perseguiram aquele que tu feriste, e agravaram a dor daquele que vulneraste.
28Acrescenta culpas às suas culpas, e não sejam proclamados justos diante de ti.
29Sejam riscados do livro dos viventes, e não sejam inscritos com os justos.
30Quanto a mim, sou mísero e cheio de dores; protege-me, ó Deus, com teu auxílio.
31Glorificarei o nome de Deus com cânticos, e proclamá-lo-ei com uma acção de graças.
32E isto agradará a Deus mais do que um touro, mais do um novilho (já crescido) com chifres e unhas.
33Vede, ó humildes, e alegrai-vos, e reanimai o vosso coração, vós que buscais a Deus.
34Porque o Senhor ouve os pobres e não despreza os que por amor dele estão em cadeias.
35Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo o que neles se move.
36Com efeito, Deus salvará Sião e edificará as cidades de Judá: morarão ali e possuirão.
37A descendência de seus (fiéis) servos a receberá em herança; os que amam o seu nome habitarão nela.
1Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus,
2e disse aos seus cortesãos: "Este é João Baptista, que ressuscitou dos mortos, e eis porque tantos milagres se operam por meio dele."
3Porque Herodes tinha mandado prender e ligar João, e tinha-o algemado e metido no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe.
4Porque João dizia-lhe: "Não te é licito tê-la por mulher."
5E, querendo matá-lo, teve medo do povo, porque este o considerava como um profeta.
6Mas, no dia natalício de Herodes, a filha de Herodíades bailou no meio dos convivas, e agradou a Herodes.
7Por isso ele prometeu-lhe com juramento dar-lhe tudo o que lhe pedisse.
8E ela, instigada por sua mãe: "Dá-me, disse, aqui num prato a cabeça de João Baptista."
9O rei entristeceu-se, mas, por causa do juramento e dos comensais, mandou dar-lha.
10E mandou degolar João no cárcere.
11Foi trazida a sua cabeça num prato, e dada à moça, e ela levou-a a sua mãe.
12Chegando os seus discípulos, levaram o corpo, e sepultaram-no; depois foram dar a notícia, a Jesus.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.