terça-feira, 28 de julho de 2026
Cor litúrgica verde
17Dize-lhes esta palavra: Derramem os meus olhos lágrimas de noite e de dia, sem cessar, porque (Jerusalém) a virgem, filha do meu povo, vai ser atingida por uma grande ruína, por uma chaga grandemente maligna.
18Se saio aos campos, eis que vejo homens mortos à espada; se entro na cidade, eis que vejo as torturas da fome. Até os profetas e os sacerdotes vão errantes (conduzidos cativos) a uma terra que não conhecem.
19Porventura (ó Senhor) rejeitaste inteiramente Judá? A tua alma aborreceu Sião? Por que nos tens ferido, pois, sem esperança de melhora alguma? Esperávamos a paz, e não temos nenhum bem; o tempo da cura e eis-nos todos em perturbação.
20Reconhecemos, Senhor, a nossa impiedade, as iniquidades de nossos pais: pecámos contra ti.
21Não nos desprezes, por amor do teu nome, não permitas que seja ultrajado por causa de nós (o templo que é) o trono da tua glória; lembra-te, não anules a tua aliança connosco.
22Porventura há entre os vãos ídolos das gentes alguns que façam chover? Ou podem (por si mesmos) os Céus dar as chuvas? Não és tu que as envias, tu, Senhor, nosso Deus? Em ti esperamos, porque és tu que tens feito todas estas coisas.
1Salmo. De Asaf. Ó Deus, vieram as nações à tua herança contaminaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a um montão de ruínas.
2Deram os cadáveres dos teus servos em pasto às aves do céu, as carnes dos teus santos aos animais da terra.
3Derramaram o seu sangue como água à roda de Jerusalém, e não havia quem lhes desse sepultura.
4Tornámo-nos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a mofa daqueles que nos rodeiam.
5Até quando, Senhor? Permanecereis irado sempre? O teu zelo arderá sempre como o fogo?
6Derrama a tua ira sobre as nações, que te não conhecem, e sobre os reinos que não invocam o teu nome.
7Com efeito eles devoraram Jacob, e devastaram a sua morada.
8Não recordes contra nós as culpas dos nossos antepassados, venha, quanto antes, ao nosso encontro a tua misericórdia, porque estamos reduzidos a grande miséria.
9Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, para glória do teu nome, livra-nos, e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.
10Para que hão-de dizer as gentes: "Onde está o Deus deles?" Seja notória entre as gentes, diante dos nossos olhos, a vingança do sangue dos teus servos, que tem sido derramado.
11Chegue à tua presença o gemido dos cativos; com o poder do teu braço livra os condenados à morte.
12Retribui aos nossos vizinhos, sete vezes no seu seio, o opróbrio que eles te fizeram, Senhor.
13Nós, porém, teu povo e ovelhas de teu pasto, nós te glorificaremos para sempre; de geração em geração publicaremos os teus louvores.
36Então (Jesus), despedido o povo, foi para casa, e chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: "Explica-nos a parábola da cizânia no campo."
37Ele respondeu: "O que semeia a boa semente, é o Filho do homem.
38O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino. A cizânia são os filhos do (espírito) maligno.
39O inimigo que a semeou, é o demônio. O tempo da ceifa é o fim do mundo. Os segadores são os anjos.
40De maneira que, assim como é colhida a cizânia e queimada no fogo, assim acontecerá no fim do mundo.
41O Filho do homem enviará os seus anjos, e tirarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade,
42e lançá-los-ão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.
43Então resplandecerão os justos como o sol no reino de seu Pai. O que tem ouvidos para ouvir, ouça.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.