terça-feira, 21 de abril de 2026
Cor litúrgica branca
1Então o sumo sacerdote perguntou-lhe: "Estas coisas são assim?"
2Ele respondeu: Irmãos e pais, ouvi: O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, quando estava na Mesopotâmia, antes de habitar em Caran,
3e disse-lhe: Sai da tua terra e da tua parentela, e vem para a terra que eu te mostrar ([Gn. 12,1]).
4Então saiu ele da terra dos caldeus e habitou em Caran. De lá, depois que morreu seu pai, (Deus) o fez passar a esta terra, na qual agora habitais.
5E não lhe deu herança nela, nem o espaço de um pé, mas prometeu dar-lhe a posse dela a ele e à sua posteridade depois dele, quando ainda não tinha filhos.
6Deus disse-lhe que a sua descendência seria peregrina em terra estranha, a reduziriam à escravidão, e a maltratariam pelo espaço de quatrocentos anos.
7Mas a nação, de quem tiver sido escrava, eu a julgarei, disse o Senhor, depois do que sairão e me adorarão neste lugar. (Gen. 16,13-14).
8E deu-lhe a aliança da circuncisão; e assim gerou Isaac e o circuncidou, passados oito dias. Isaac (gerou e circuncidou) Jacob, e Jacob os doze patriarcas.
9Os patriarcas, invejosos de José, venderam-no para ser levado ao Egipto, mas Deus estava com ele.
10Livrou-o de todas as suas atribulações, deu-lhe graça e sabedoria diante de Faraó, rei do Egipto, o qual o fez governador do Egipto e de toda a sua casa.
11Veio depois a fome por toda a terra do Egipto e de Canaan, e uma grande tribulação, e os nossos pais não achavam que comer.
12Tendo Jacob ouvido dizer que havia trigo no Egipto, enviou (lá) nossos pais uma primeira vez;
13na segunda, José foi reconhecido por seus irmãos, e foi descoberta ao Faraó a sua linhagem.
14José mandou chamar seu pai Jacob e toda a sua família que constava de setenta e cinco pessoas.
15Jacob desceu ao Egipto, onde morreu com nossos pais.
16Foram trasladados para Siquiem e postos no sepulcro que Abraão tinha comprado à custa de dinheiro aos filhos de Hemor, em Siquem,
17Mas, aproximando-se o tempo do cumprimento da promessa que Deus tinha feito com juramento a Abraão, o povo cresceu e multiplicou-se no Egipto,
18até que apareceu outro rei no Egipto, que não tinha conhecimento de José.
19Este, usando de astúcia contra a nossa raça, maltratou os nossos pais até ao ponto de os obrigar a expor seus filhos, para que não vivessem.
20Naquele tempo nasceu Moisés, que era agradável a Deus. Foi criado (ocultamente) durante trés meses em casa de seu pai.
21Depois, quando foi exposto, a filha de Faraó recolheu-o e criou-o como seu filho.
22Moisés foi instruído em toda a ciência dos Egípcios, e era poderoso em palavras e obras.
23Quando completou a idade de quarenta anos, veio-lhe ao coração o (desejo de) visitar seus irmãos, os filhos de Israel.
24Vendo que um era maltratado, o defendeu, e vingou o que padecia a injúria, matando o egípcio.
25Ora ele julgava que seus irmãos compreenderiam que Deus os havia de libertar por sua mão; mas eles não o compreenderam.
26No dia seguinte, encontrou uns deles em rixa, e, querendo reconciliá-los, disse: Ó homens, vós sois irmãos, por que vos maltratais um ao outro?
27Mas o que fazia injúria ao seu concidadão o repeliu, dizendo: Quem te constituiu chefe e juiz sobre nós?
28Quereis porventura matar-me, como mataste ontem o egipcio?
29A esta palavra Moisés fugiu e foi habitar na terra de Madian, onde gerou dois filhos.
30Passados quarenta anos, apareceu-lhe no deserto do monte Sinai um anjo na chama de uma sarça que ardia.
31Vendo isto, Moisés admirou-se de tal aparição, e, aproximando-se para observar, ouviu a voz do Senhor, que lhe disse:
32Eu sou o Deus de teus pais, O Deus de Abraão, de Isaac e Jacob. Moisés, porém, aterrado, não ousava olhar.
33O Senhor disse-lhe: Tira os sapatos dos teus pés, porque o lugar, onde estás, é uma terra santa.
34Eu vi e considerei a aflição do meu povo, que reside no Egipto, ouvi os seus gemidos e desci a livrá-lo. Vem, pois, agora, e enviar-te-ei ao Egipto.
35A este Moisés, a quem renegaram, dizendo: Quem te constituiu chefe e juiz? a este enviou Deus como chefe e libertador, pela mão do anjo que lhe apareceu na sarça.
36Ele os fez sair, operando prodígios e milagres na terra do Egipto, no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos.
37Este é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta como eu (Dt. 18, 15).
38Este é o que esteve no meio da assembleia do povo no deserto com o Anjo, que lhe falava no monte Sinai, e com os nossos país, e o que recebeu palavras de vida, para no-las transmitir;
39ele, a quem nossos pais não quiseram obedecer, antes repeliram. Voltaram-se em seus corações para o Egipto,
40dizendo a Aarão; Faze-nos deuses, que vão adiante de nós, porque esse Moisés,' que nos tirou da terra do Egipto, não sabemos o que foi feito dele (Ex. 32,t-23).
41Naqueles dias, fizeram um bezerro (de ouro) e ofereceram sacrifício ao ídolo, e alegravam-se das obras das suas mãos.
42Mas Deus afastou-se deles e abandonou-os ao culto da milicia do céu, como está escrito no livro dos profetas: Por ventura oferecestes-me vós, casa de Israel, algumas vitimas e sacrifícios pelo espaço de quarenta anos no deserto?
43Transportastes a tenda de Moloch e o astro do vosso deus Renfa, figuras que fizestes para as adorar. Pois eu vos transportarei para além de Babilônia (Am . 5,25-27).
44O tabernáculo do testemunho esteve entre os nossos pais no deserto, segundo a ordem daquele que tinha prescrito a Moisés que o construísse segundo o modelo que tinha visto.
45Nossos pais, tendo-o recebido, levaram-no sob a direcção de Josué, quando foram tomar posse da terra das nações, que Deus lançou de diante de nossos pais, até aos dias de David,
46O qual achou graça diante de Deus, o pediu que lhe fosse permitido construir um tabernáculo para o Deus de Jacob.
47Todavia foi Salomão que lhe edificou uma casa.
48Porém o Altíssimo não habitava em templos feitos pela mão do homem, como diz o profeta;
49O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificareis vós, diz o Senhor? Ou qual é o lugar do meu repouso?
50Não fez porventura a minha mão todas estas coisas (Is. 66, 12).
51Homens de cerviz dura, incircuncisos de coração e ouvidos, vós resistis sempre ao Espírito Santo; assim como (foram) vossos pais, assim (sois) vós também.
52A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Mataram até os que prediziam a vinda do Justo, do qual agora fostes traidores e homicidas,
53vós, que recebestes a lei por ministério dos anjos, e não a guardastes."
54Ao ouvir tais palavras, enraiveciam-se nos seus corações e rangiam os dentes contra ele.
55Mas, como ele estava cheio do Espírito Santo, olhando para o céu, viu a glória de Deus e Jesus que estava em pé à direita de Deus.
56E disse: "Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, em pé, à direita de Deus."
57Então eles, levantando um grande clamor, taparam os ouvidos, e todos juntos arremeteram contra ele com fúria.
58E, tendo-o lançado fora da cidade, o apedrejavam; as testemunhas depuseram os seus vestidos aos pés de um jovem chamado Saulo.
59Enquanto apedrejavam Estêvão, ele orava assim: "Senhor Jesus, recebe o meu espirito."
60Depois posto de joelhos, clamou em voz alta: "Senhor, não lhes imputes este pecado." Tendo dito isto, adormeceu no Senhor.
1Ao mestre do coro. Salmo. De Davide.
2A ti recorro, ó Senhor: não permitas que eu seja confundido para sempre; livra-me, segundo a tua justiça!
3Inclina para mim o teu ouvido, acode prontamente a livrar-me. Sê para mim uma rocha de refúgio, uma cidadela fortificada, para me pores a salvo.
4Tu és a minha rocha e a minha cidadela, e por causa do teu nome me conduzirás e me guiarás.
5Tu me tirarás do laço, que me armaram escondidamente, porque tu és o meu refúgio.
6Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: vós me libertareis, ó Senhor, Deus fiel.
7Aborreces os que adoram ídolos vãos; eu, porém, é no Senhor que confio.
8Regozijar-me-ei e alegrar-me-ei da tua misericórdia, porque olhaste para a minha miséria, socorreste a minha alma nas angústias,
9não me entregaste nas mãos do inimigo, antes puseste os meus pés em lugar espaçoso.
10Tem piedade de mim, Senhor, porque estou em angústias: definham de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo.
11Sim, a minha vida vai-se consumindo na dor, os meus anos em gemidos. Debilitou-se a minha força na aflição, os meus ossos consumiram-se.
12Para todos os meus inimigos tornei-me um objecto de opróbrio, de ludibrio para os meus vizinhos, de terror para os meus conhecidos; os que me vêem fora (pelos caminhos) fogem de mim.
13Caí no esquecimento dos corações, como um morto, reduzido à condição dum vaso quebrado.
14Porque ouvi os assobios de muitos, o terror me rodeia! Concertando-se contra mim, resolveram tirar-me a vida.
15Porém eu confio em ti, Senhor; eu digo: Tu és o meu Deus.
16Nas tuas mãos está o meu destino: livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem.
17Mostra sereno o teu rosto ao teu servo, salva-me pela tua misericórdia.
18Senhor, não seja eu confundido, pois que te invoquei; sejam confundidos os ímpios, sejam reduzidos ao silêncio, lançados no abismo.
19Tornem-se mudos os lábios mentirosos, que falam insolentemente contra o justo, com soberba e com desprezo,
20Quão grande é, Senhor, a tua bondade, que tens reservada para os que te temem, que concedes aos que se refugiam em ti, à vista dos homens!
21Sob a protecção do teu rosto os defendes das conjuras dos homens, oculta-los no tabernáculo contra as altercações das línguas.
22Bendito seja o Senhor, porque maravilhosamente me mostrou a sua misericórdia na cidade fortificada.
23Eu disse na minha ansiedade: "Fui expulso da tua presença." Tu, porém, ouviste a voz da minha,oração, quando a ti clamava.
24Amai o Senhor, vós todos os seus santos! o Senhor guarda os que são fiéis, mas dá abundantemente a paga merecida aos que procedem com soberba.
25Esforçai-vos e fortaleça-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.
30Mas eles disseram-lhe: "Que milagre fazes tu, para que o vejamos e acreditemos em ti? Que fazes tu?
31Nossos pais comeram o maná no deserto, segundo está escrito: Deu-lhes a, comer o pão do céu. (Ps. 77, 24)."
32Jesus respondeu-lhes: "Em verdade, em verdade, vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do céu.
33Porque o pão de Deus é o que desceu do céu e dá a vida ao mundo."
34Então disseram-lhe: "Senhor, dá-nos sempre desse pão"
35Jesus respondeu-lhes: "Eu sou o pão da vida; o que vem a mim, não terá jamais fome, e o que crê em mim, não terá jamais sede.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.