quarta-feira, 8 de abril de 2026
Cor litúrgica branca
1Pedro e João subiam (um dia) ao templo para a oração da hora nona.
2Era para ali trazido um certo homem, coxo de nascimento, o qual punham todos os dias à porta do templo, chamada a Formosa, para pedir esmola aos que entravam no templo.
3Este, quando viu Pedro e João, que iam a entrar no templo, pedia que lhe dessem esmola.
4Pedro, pondo nele os olhos juntamente com João, disse: "Olha para nós."
5Ele os olhava com atenção, esperando receber deles alguma coisa.
6Mas Pedro disse: "Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: Em nome de Jesus Cristo de Nazaré, levanta-te e anda."
7E, tomando-o pela mão direita, o levantou. Imediatamente, se lhe consolidaram os pés e os tornozelos.
8E, dando um salto, pôs-se em pé e andava. Depois entrou com eles no templo, andando, saltando e louvando a Deus.
9Todo o povo o viu andando e louvando a Deus.
10Reconheciam que ele era o mesmo que se sentava à porta Formosa do templo, a pedir esmola, e ficaram cheios de espanto e fora de si pelo que lhe tinha acontecido.
1Louvai o Senhor, aclamai o seu nome, tornai conhecidas as suas obras entre as gentes.
2Cantai-lhe, entoai salmos em sua honra, narrai todas as suas maravilhas.
3Gloriai-vos do seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o Senhor.
4Meditai no Senhor e no seu poder, buscai sempre a sua face.
5Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e das sentenças que saíram da sua boca.
6vós, ó descendentes de Abraão, seu servo, vós, ó filhos de Jacob, seu eleito!
7O próprio Senhor é o nosso Deus; os seus juízos exercem-se em toda a terra.
8Ele lembra-se para sempre da sua aliança, da promessa que fez para mil gerações,
9da aliança que firmou com Abraão, do juramento que fez a Isaac,
10(juramento) que confirmou a Jacob, como um decreto firme, a Israel, como uma aliança eterna,
11dizendo: "Dar-te-ei a terra de Canaan, como porção da vossa herança."
12Quando eram poucos em número, pouquíssimos, e estrangeiros naquele país,
13quando emigravam duma gente para outra, e dum reino para outro povo,
14não permitiu que alguém os oprimisse, e castigou reis por causa deles.
15"Não toqueis os meus ungidos, não façais nenhum mal aos seus profetas."
16Chamou a fome sobre a terra, fez desaparecer toda a reserva de pão.
17Tinha mandado adiante deles um homem; José tinha sido vendido como escravo.
18Apertaram-lhe os pés com grilhões, o seu pescoço foi ligado com ferros, o ferro (da calúnia) traspassou a sua alma,
19até que se cumpriu o seu vaticínio, a palavra do Senhor o comprovou.
20O rei mandou que o soltassem, o príncipe dos povos deu-lhe a liberdade.
21Constituiu-o senhor da sua casa, e soberano de todas as suas possessões,
22a fim de que instruísse os seus grandes à sua vontade, e ensinasse a sabedoria aos seus anciãos.
23Então Israel entrou no Egipto, e Jacob foi hóspede na terra de Cam.
24E (Deus) multiplicou extraordinariamente o povo, e tornou-o mais forte que os seus inimigos.
25Mudou o coração destes para que odiassem seu povo, e usassem de enganos com os seus servos.
26Então enviou Moisés, seu servo, e Aarão, a quem tinha escolhido.
27Operaram no meio deles as suas maravilhas, e os seus prodígios na terra de Cam.
28Enviou trevas, e fez-se escuridão. Resistiram porém às suas palavras.
29Converteu-lhes as águas em sangue, e matou os seus peixes.
30Encheu-lhes a terra de rãs, até (penetraram) nas câmaras dos próprios reis.
31Falou, e veio uma nuvem de moscas, e (vieram) mosquitos por todo o seu território.
32Em vez de água fez-lhes chover granizo, lançou um fogo abrasador pela terra deles.
33Assolou-lhes as videiras e figueiras, e quebrou as árvores que havia nos seus limites.
34Falou, e vieram gafanhotos e pulgões sem número,
35que devoraram toda a erva da sua terra, que devoraram os frutos dos seus campos.
36E feriu todos os primogênitos da sua terra, as primícias de todo o seu vigor.
37E fê-los sair (os Israelitas) com prata e com ouro, e não houve um enfermo nas suas tribos.
38Alegraram-se os egípcios com a sua saída, porque o temor de Israel tinha-se apoderado deles.
39Estendeu uma nuvem que os cobrisse, e um fogo para que os alumiasse de noite.
40Pediram, e mandou codornizes, e de pão do céu os saciou.
41Fendeu a rocha e brotou água, correu pelo deserto como um rio.
42Com efeito, lembrou-se da sua santa palavra, que tinha dado a Abraão, seu servo.
43Tirou o seu povo com regozijo, os seus escolhidos com alvoroço.
44E deu-lhes as terras das nações, e apoderaram-se das riquezas dos povos,
45para que guardem os seus preceitos e observem as suas leis. Aleluia.
13No mesmo dia, caminhavam dois deles para uma aldeia, chamada Emaús, que estava à distância de Jerusalém sessenta estádios.
14Iam falando um com o outro sobre tudo o que se tinha passado.
15discorrendo entre si, aproximou-se deles o próprio Jesus, e caminhou com eles.
16Os seus olhos, porém, estavam como que fechados, de modo que não o reconheram.
17Ele disse-Ihes: "Que conversas são essas que ides tendo pelo caminho, porque estais tristes?
18Respondeu um deles, chamado Cléofas: "Só tu és forasteiro em Jerusalém, e não sabes o que ali se tem passado estes dias?"
19Ele disse-lhes: "Que é?" Responderam : "Sobre Jesus Nazareno, que foi um profeta, poderoso em obras e em palavras, diante de Deus e de todo o povo;
20e de que maneira os nossos príncipes dos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram.
21Ora nós esperávamos que ele fosse o que havia de resgatar Israel; depois de tudo isto, é já hoje o terceiro dia, depois que estas coisas sucederam.
22É bem verdade que algumas mulheres, das que estavam entre nós, nos sobressaltaram, porque, ao amanhecer, foram ao sepulcro,
23e, não tendo encontrado o seu corpo, voltaram dizendo que tinham tido uma aparição de anjos, os quais disseram que ele está vivo.
24Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam que era assim como as mulheres tinham dito; mas não o encontraram.
25Então Jesus disse-lhes: "Ó estultos e tardos do coração para crer tudo o que anunciaram os profetas
26Porventura não era necessário que o Cristo sofresse tais coisas, para entrar na sua glória?"
27Em seguida, começando por Moisés, e discorrendo por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se encontrava dito em todas as Escrituras.
28Aproximaram-se da aldeia, para onde caminhavam. Jesus fingiu que ia para mais longe.
29Mas eles o constrangeram, dizendo: "Fica connosco, porque faz-se tarde, e o dia declina." Entrou para ficar com eles.
30Estando com eles à mesa, tomou o pão, o benzeu, partiu, e lho deu.
31Abriram-se os seus olhos, e reconheceram-no; mas ele desapareceu.
32Disseram então um para o outro: "Não é verdade que nós sentíamos abrasar-se-nos o coração, quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?"
33Levantando-se na mesma hora, voltaram para Jerusalém. Encontraram juntos os onze, e os que estavam com eles,
34os quais diziam : "Na verdade o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão."
35E eles contaram também o que lhes tinha acontecido no caminho, e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.