sexta-feira, 3 de abril de 2026
Cor litúrgica vermelha
1Levanta-te, ó Sião, levanta-te, reveste-te da tua fortaleza; reveste-te das tuas roupagens festivas, Jerusalém, cidade santa, porque não tornarão daqui em diante, a passar pelo meio de ti, nem o incircuncidado nem o imundo.
2Sacode-te do pó, levanta-te, assenta-te, Jerusalém; desata as cadeias do teu pescoço, cativa, filha de Sião,
3porque eis o que diz o Senhor: Vós fostes vendidos por nada e sereis resgatados sem dinheiro,
4Porque eis o que diz o Senhor Deus: O meu povo desceu outrora ao Egito, para habitar ali como estrangeiro; depois Assur o oprimiu sem causa.
5E agora que tenho eu que fazer aqui, diz o Senhor, visto o meu povo ter sido levado (como escravo) sem razão? Os seus opressores soltam bramidos, diz o Senhor, e o meu nome é blasfemado incessantemente todo o dia.
6Por esta causa o meu povo conhecerá o meu nome; nesse dia conhecerá que sou eu próprio que digo: Eis-me presente.
7Que formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia a boa nova da paz, do que anuncia o bem, do que prega a salvação, do que diz a Sião: Reina o teu Deus!
8A voz das tuas sentinelas! Elas levantam a voz, juntamente cantam de alegria porque vêem com os seus próprios olhos como o Senhor volta a Sião.
9Alegrai-vos, louvai à uma, ruínas de Jerusalém, porque o Senhor consolou o seu povo, resgatou Jerusalém.
10O Senhor faz ver o seu santo braço aos olhos de todas as nações, e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.
11Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa impura; saí do meio dela, purificai-vos, vós os que levais os vasos do Senhor.
12Não saireis tumultuàriamente, em fuga precipitada, porque o Senhor irá adiante de vós, e o Deus de Israel à vossa retaguarda.
13Eis que o meu Servo prosperará, será engrandecido, exaltado, muito altamente elevado.
14Assim como pasmaram muitos ao verem-no - tão desfigurado estava depois, o seu rosto que não parecia de homem -
15assim o admirarão multas nações, e diante dele os reis taparão a boca, porque verão o que nunca lhes tinha sido contado, observarão um prodígio inaudito.
1Ao mestre do coro. Salmo. De Davide.
2A ti recorro, ó Senhor: não permitas que eu seja confundido para sempre; livra-me, segundo a tua justiça!
3Inclina para mim o teu ouvido, acode prontamente a livrar-me. Sê para mim uma rocha de refúgio, uma cidadela fortificada, para me pores a salvo.
4Tu és a minha rocha e a minha cidadela, e por causa do teu nome me conduzirás e me guiarás.
5Tu me tirarás do laço, que me armaram escondidamente, porque tu és o meu refúgio.
6Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: vós me libertareis, ó Senhor, Deus fiel.
7Aborreces os que adoram ídolos vãos; eu, porém, é no Senhor que confio.
8Regozijar-me-ei e alegrar-me-ei da tua misericórdia, porque olhaste para a minha miséria, socorreste a minha alma nas angústias,
9não me entregaste nas mãos do inimigo, antes puseste os meus pés em lugar espaçoso.
10Tem piedade de mim, Senhor, porque estou em angústias: definham de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo.
11Sim, a minha vida vai-se consumindo na dor, os meus anos em gemidos. Debilitou-se a minha força na aflição, os meus ossos consumiram-se.
12Para todos os meus inimigos tornei-me um objecto de opróbrio, de ludibrio para os meus vizinhos, de terror para os meus conhecidos; os que me vêem fora (pelos caminhos) fogem de mim.
13Caí no esquecimento dos corações, como um morto, reduzido à condição dum vaso quebrado.
14Porque ouvi os assobios de muitos, o terror me rodeia! Concertando-se contra mim, resolveram tirar-me a vida.
15Porém eu confio em ti, Senhor; eu digo: Tu és o meu Deus.
16Nas tuas mãos está o meu destino: livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem.
17Mostra sereno o teu rosto ao teu servo, salva-me pela tua misericórdia.
18Senhor, não seja eu confundido, pois que te invoquei; sejam confundidos os ímpios, sejam reduzidos ao silêncio, lançados no abismo.
19Tornem-se mudos os lábios mentirosos, que falam insolentemente contra o justo, com soberba e com desprezo,
20Quão grande é, Senhor, a tua bondade, que tens reservada para os que te temem, que concedes aos que se refugiam em ti, à vista dos homens!
21Sob a protecção do teu rosto os defendes das conjuras dos homens, oculta-los no tabernáculo contra as altercações das línguas.
22Bendito seja o Senhor, porque maravilhosamente me mostrou a sua misericórdia na cidade fortificada.
23Eu disse na minha ansiedade: "Fui expulso da tua presença." Tu, porém, ouviste a voz da minha,oração, quando a ti clamava.
24Amai o Senhor, vós todos os seus santos! o Senhor guarda os que são fiéis, mas dá abundantemente a paga merecida aos que procedem com soberba.
25Esforçai-vos e fortaleça-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.
14Tendo nós, pois, um grande pontífice, que penetrou os céus, Jesus, Filho de Deus, sejamos firmes na profissão da nossa fé.
15Não temos um pontífice que não possa compadecer-se das nossas enfermidades, mas que foi tentado em tudo á nossa semelhança, excepto no pecado.
16Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e de encontrar graça, para sermos socorridos em tempo oportuno.
1Tendo Jesus dito estas palavras, saiu com os seus discípulos para a outra banda da torrente do Cedron, onde havia um horto, no qual entrou com os seus discípulos.
2Ora Judas, o traidor, conhecia bem este lugar, porque Jesus tinha ido lá muitas vezes com seus discípulos.
3Tendo, pois, Judas tomado a coorte e guardas, fornecidos pelos pontífices e fariseus, foi lá com lanternas, archotes e armas.
4Jesus que sabia tudo o que estava para lhe acontecer, adiantou-se e disse-lhes: "A quem buscais?"
5Responderam-lhe: "A Jesus de Nazaré." Jesus disse-lhes: "Sou eu." Judas, que o entregava, estava lá com eles.
6Apenas, pois, Jesus lhes disse: "Sou eu", recuaram e caíram por terra.
7Perguntou-lhes, novamente: "A quem buscais?" Eles disseram: "A Jesus de Nazaré."
8Jesus respondeu: "Já vos disse que sou eu; se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes."
9Deste modo se cumpriu a palavra que tinha dito: "Dos que me deste, não perdi nenhum."
10Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela, feriu um servo do pontífice e cortou-lhe a orelha direita, Este servo chamava-se Malco.
11Porém, Jesus, disse a Pedro: "Mete a tua espada na bainha. Não hei-de beber o cálice que o Pai me deu?"
12Então a coorte, o tribuno e os guardas dos Judeus prenderam Jesus e maniataram-no.
13Primeiramente levaram-no a casa de Anás, por ser sogro de Caifás, que era o pontífice daquele ano.
14Caifás era aquele que tinha dado aos Judeus este conselho: "Convém que um só homem morra pelo povo."
15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Este discípulo, que era conhecido do pontífice, entrou com Jesus no pátio do pontífice.
16Pedro ficou fora à porta. Saiu então o outro discípulo, que era conhecido do pontífice, falou à porteira e fez entrar Pedro.
17Então a criada porteira disse a Pedro: "Não és tu também dos discípulos deste homem?" Ele respondeu: "Não sou."
18Os servos e os guardas acenderam um braseiro e aqueciam-se ao lume, porque estava frio. Pedro encontrava-se também entre eles e aquecia-se.
19Entretanto o pontífice interrogou Jesus sobre os seus discípulos e sobre a sua doutrina.
20Jesus respondeu-lhe: "Eu falei publicamente ao mundo; ensinei sempre na sinagoga e no templo, aonde concorrem todos os Judeus; nada disse em segredo.
21Por que me interrogas? Interroga aqueles que ouviram o que eu lhes disse; eles sabem o que tenho dito."
22Tendo dito isto, um dos guardas, que estavam presentes, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: "Assim respondes ao pontífice?"
23Jesus respondeu-lhe: "Se falei mal, mostra o que eu disse de mal; se falei bem, por que me feres?"
24Anás enviou-o maniatado ao pontífice Caifás.
25Estava lá Simão Pedro, aquecendo-se. Disseram-lhe: "Não és tu também dos seus discípulos?" Ele negou e respondeu: "Não sou."
26Disse-lhe um dos servos do pontífice, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: "Não te vi eu com ele no horto?"
27Pedro negou outra vez, e imediatamente cantou o galo.
28Levaram então Jesus da casa de Caifás ao Pretório. Era de manhã. Não entraram no Pretório para se não contaminarem, a fim de comerem a Páscoa.
29Pilatos, pois, saiu fora, para lhes falar, e disse: "Que acusação apresentais contra este homem?"
30Responderam; "Se não fosse um malfeitor, não o entregaríamos nas tuas mãos."
31Pilatos disse-lhes então: Tomai-o e julgai-o segundo a vossa lei." Mas os Judeus disseram-lhe: "Não nos é permitido matar ninguém."
32Para se cumprir a palavra que Jesus dissera, significando de que morte havia de morrer.
33Tornou, pois, Pilatos a entrar no Pretório, chamou Jesus e disse-lhe: "Tu és o rei dos Judeus?"
34Jesus respondeu: "Tu dizes isso de ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?"
35Pilatos respondeu:"Porventura sou judeu? A tua nação e os pontífices é que te entregaram nas minhas mãos. Que fizeste tu?"
36Jesus respondeu: "O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, certamente os meus ministros se haviam de esforçar para que eu não fosse entregue aos Judeus; mas o meu reino não é daqui."
37Pilatos disse-lhe então: "Logo, tu és rei?" Jesus respondeu: "Tu o dizes, sou rei. Nasci, vim ao mundo para dar testemunho da verdade; todo o que está pela verdade, ouve a minha voz."
38Pilatos disse-lhe: "O que é a verdade?" Dito isto, tornou a sair, para ir ter com os Judeus, e disse-lhes: "Não encontro nele motivo algum de condenação.
39Ora é costume que eu, pela Páscoa, vos solte um prisioneiro; quereis, pois, que vos solte o rei dos Judeus?"
40Então gritaram todos novamente: "Não este, mas Barrabás!" Ora Barrabás era um salteador.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.