terça-feira, 31 de março de 2026
Cor litúrgica roxa
1Ouvi, ilhas, atendei povos de longe. O Senhor chamou-me desde o ventre de minha mãe; quando eu ainda estava no seio materno, pronunciou o meu nome.
2Tornou a minha boca como uma espada aguda; protegeu-me à sombra da sua mão; fez de mim uma seta afiada, escondeu-me na sua aljava.
3Disse-me: Israel, tu és meu servo; eu serei glorificado em ti.
4E eu disse: Em vão tenho trabalhado (pregando ao povo); sem fruto e inutilmente consumi as minhas forças; porém o meu direito está nas mãos do Senhor, no meu Deus está depositada a recompensa da minha obra.
5E agora o Senhor, que me formou desde o ventre materno para (ser) seu servo, diz-me que lhe reconduza Jacob, que lhe congregue Israel. Sou glorificado aos olhos do Senhor, e o meu Deus é a minha fortaleza.
6Ele disse-me: É pouco que sejas meu servo para restaurar as tribos de Jacob, reconduzir os que escaparam de Israel. Vou fazer de ti luz das gentes, a fim de que chegue a minha salvação até à última extremidade da terra.
1A ti, Senhor, me acolho: não permitas que eu seja para sempre confundido
2segundo a tua justiça, põe-me a salvo e livra-me; inclina para mim o teu ouvido e salva-me.
3Sê para mim rochedo de refúgio, cidadela fortificada, para me salvares: em verdade, tu és o meu rochedo e a minha cidadela.
4Deus meu, livra-me da mão do iníquio, do punho do malvado e do opressor:
5Com efeito, tu és a minha esperança, ó meu Deus, Senhor, (tu és a) minha esperança desde a minha mocidade.
6Em ti me firmei desde o meu nascimento, tu és o meu protector desde o ventre de minha mãe: em ti esperei sempre.
7Fui considerado por muitos como um prodígio; tu, foste, realmente, o meu poderoso protector.
8A minha boca estava cheia do teu louvor, da tua glória todo o dia.
9Não me desampares no tempo da velhice; quando faltarem as minhas forças, não me abandones.
10Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que me espiam conspiram contra mim,
11dizendo: "Deus desamparou-o; persegui-o e prendei-o, porque não há quem o livre"
12Ó Deus, não te afastes de mim, Deus meu, acode já em meu socorro.
13Sejam confundidos, pereçam os adversários da minha vida; sejam cobertos de confusão e de vergonha, os que me procuram males.
14Eu porém esperarei sempre (em ti), e cada dia contribuirei mais para teu louvor.
15A minha boca anunciará a tua justiça, todo o dia os teus auxílios: nem sequer conheço a medida deles.
16Hei-de narrar o poder de Deus, Senhor, hei-de proclamar a justiça própria só de ti.
17Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha juventude, e eu publico as tuas maravilhas (que tenho experimentado) até agora.
18E também na velhice e na decrepitude, ó Deus, não me desampares, enquanto eu anunciar a força do teu braço a toda esta geração, o teu poder a todas as (gerações) vindouras,
19e a tua justiça, ó Deus, que chega até aos céus, com a qual tão grandes coisas tens operado; ó Deus, quem é semelhante a ti?
20Impuseste-me tribulações numerosas e amargas: far-me-ás reviver, e dos abismos da terra outra vez me tirarás.
21Aumenta o meu prestigio, e consola-me de novo.
22Eu também celebrarei, ao som da harpa, a tua fidelidade, ó Deus, eu te cantarei salmos ao som da citara, ó santo de Israel.
23Ao cantar os teus louvores, regozijar-se-ão os meus lábios e a minha alma, que resgataste.
24Também a minha língua anunciará todo o dia a tua justiça, porque foram confundidos e envergonhados os que procuram fazer mal.
21Tendo Jesus dito estas coisas, turbou-se em seu espírito e declarou abertamente: "Em verdade, em verdade, vos digo, que um de vós me há-de entregar."
22Olhavam, pois, os discípulos uns para os outros, não sabendo de quem falava.
23Ora um dos seus discípulos, ao qual Jesus amava, estava recostado sobre o seio de Jesus.
24A este fez Simão Pedro sinal, para lhe dizer: "De quem fala ele?"
25Aquele discípulo, pois, tendo-se reclinado sobre o peito de Jesus, disse-lhe: "Senhor, quem é esse?"
26Jesus respondeu; "É aquele a quem eu der o bocado que vou molhar." Molhando, pois, o bocado, deu-o a Judas Iscariotes, filho de Simão.
27Atrás do bocado, entrou nele Satanás. Jesus disse-lhe então: "O que queres fazer, faze-o depressa."
28Nenhum, porém, dos que estavam à mesa percebeu por que lhe dizia isto.
29Alguns, como Judas era o que tinha a bolsa, julgavam que Jesus lhe dissera: "Compra as coisas que nos são precisas para o dia da festa", ou: "Dá alguma coisa aos pobres."
30Ele, pois, tendo recebido o bocado, saiu logo. Era já noite.
31Depois que ele saiu, Jesus disse: "Agora é glorificado o Filho do homem, e Deus é glorificado nele.
32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo; e glorificá-lo-á sem demora.
33Filhinhos já pouco tempo estou convosco. Buscar-me-eis, mas, assim como disse aos Judeus: Para onde eu vou, vós não podeis vir, também a vós o digo agora.
36Simão Pedro disse-lhe: "Senhor, para onde vais tu?" Jesus respondeu-lhe: "Para onde eu vou, não podes tu agora seguir-me, mas seguir-me-ás mais tarde."
37Pedro disse-lhe: "Porque não posso eu seguir-te agora? Darei a minha vida por ti."
38Jesus respondeu-lhe:"Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade, te digo: Não cantará o galo sem que me tenhas negado três vezes.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.