domingo, 29 de março de 2026
Cor litúrgica vermelha
4O Senhor deu-me língua de discípulo, para eu saber sustentar com a palavra o que está cansado: ele me chama pela manhã, pela manhã desperta os meus ouvidos, para que eu o ouça como discípulo.
5O Senhor Deus abriu-me o ouvido, e eu não o contradisse, não me afastei para trás.
6Entreguei o meu dorso aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me injuriavam e cuspiam.
7O Senhor Deus é o meu protetor, por isso não me senti confundido, por isso tornei a minha face como uma pedra duríssima sabendo que não ficaria envergonhado.
1Ao mestre do coro. Segundo a melodia do cântico: "A corça, ao romper da aurora..." Salmo. De Davide.
2Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Estás longe das preces, das palavras do meu clamor.
3Meu Deus, clamo durante o dia, e não me ouves, de noite, e não me prestas atenção.
4Mas tu moras no lugar santo, ó louvor de Israel.
5Em ti esperaram nossos pais, esperaram, e tu os livraste;
6a ti clamaram, e foram salvos, em ti esperaram, e não foram confundidos.
7Eu, porém, sou um verme e não um homem, O opróbrio dos homens e a abjecção da plebe.
8Todos os que me vêem, escarnecem de mim, franzem os lábios, meneiam a cabeça (dizendo):
9"Esperou no Senhor: livre-o, salve-o, se é que o ama."
10Sim, tu tens sido o meu guia desde o ventre (materno), tornaste-me seguro aos peitos de minha mãe.
11Fui-te consagrado, logo desde o nascimento, tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe.
12Não estejas longe de mim, porque estou atribulado; aproxima-te, porque não há quem me ajude.
13Numerosos novilhos (indómitos) me cercam; estou rodeado de touros (ferozes) de Basã.
14Abrem contra mim a sua boca, como um leão arrebatador que dá rugidos.
15Derramo-me como a água, e todos os meus ossos se desconjuntaram. O meu coração tornou-se como cera, derrete-se dentro das minhas entranhas.
16A minha garganta secou-se como barro cozido, e a minha língua pegou-se ao meu paladar, reduziste-me ao pó da morte.
17Com efeito, me rodeiam muitos cães (raivosos), uma turba de malfeitores me cerca. Traspassaram as minhas mãos e os meus pés,
18posso contar todos os meus ossos. Eles, porém, olham e, vendo-me, se alegram;
19repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha túnica.
20Mas tu, Senhor, não estejas longe de mim: meu amparo, apressa-te a ajudar-me.
21Livra da espada a minha alma e das garras do cão a minha vida;
22salva-me da boca do leão e das bastes dos búfalos, a mim, mísero.
23Anunciarei o teu nome aos meus irmãos, no meio da assembleia te louvarei.
24"Vós que temeis ao Senhor, louvai-o; vós todos, que sois a descendência de Jacob, glorificai-o: tema-o toda a posteridade de Israel.
25De facto, ele não desprezou nem desdenhou a miséria do mísero, Nem apartou a sua face dele, mas ouviu-o quando lhe clamava."
26De ti procede o meu louvor na grande assembleia; cumprirei os meus votos em presença dos que o temem.
27Os pobres comerão, e serão saciados, louvarão o Senhor os que o buscam: "Vivam para sempre os vossos corações!"
28Lembrar-se-ão e converter-se-ão ao Senhor todos os limites da terra; prostrar-se-ão diante dele todas as famílias das nações,
29porque o reino pertence ao Senhor, e ele impera sobre as nações.
30Só a ele adorarão todos os que dormem na sepultura, ante ele se inclinarão todos os que descem ao pó. A minha alma viverá para ele,
31a minha descendência o servirá, falará do Senhor à geração
32vindoura, e anunciarão a sua justiça ao povo que há-de nascer: "Tudo isto fez o Senhor."
6o qual, existindo na forma (ou natureza) de Deus, não julgou que fosse uma usurpação o seu ser igual a Deus,
7mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido, por condição, como homem.
8Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte da cruz.
9Por isso também Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo o nome,
10de modo que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho no céu, na terra e no inferno,
11e toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, na glória de Deus Pai.
1Aproximando-se de Jerusalém, e, chegando a Betfagé, junto do monte das Oliveiras, enviou Jesus dois dos discípulos,
2dizendo-lhes: "Ide à aldeia que está defronte de vós, e logo encontrareis presa uma jumenta e o seu jumentinho com ela. Desprendei-a, e trazei-ma.
3Se alguém vos disser alguma coisa, dizei que o Senhor precisa deles, e logo os deixará trazer."
4Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que tinha sido anunciado pelo profeta (Zc. 9, 9):
5Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti manso, montado sobre uma jumenta, e sobre um jumentinho, filho da que leva o jugo.
6Indo os discípulos, fizeram como Jesus lhes ordenara.
7Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram sobre eles os seus vestidos, e fizeram-no montar em cima.
8O povo, em grande número, estendia no caminho os seus mantos; outros cortavam ramos de árvores, e juncavam com eles a estrada.
9E as multidões que o precediam, e as que iam atrás, gritavam, dizendo: "Hosana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor ! Hosana no mais alto dos céus ! "
10Quando entrou em Jerusalém, alvoroçou-se toda a cidade. Dizia-se: "Quem é este?"
11E a multidão respondia: "Este é Jesus, o profeta de Nazaré e da Galileia."
1Aconteceu que, tendo Jesus acabado todos estes discursos, disse aos seus discípulos:
2"Vós sabeis que daqui a dois dias será celebrada a Páscoa, e o Filho do homem será entregue para ser crucificado."
3Então se reuniram os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo no palácio do sumo pontífice, que se chamava Caifás,
4e tiveram conselho acerca dos meios de prenderem a Jesus por astúcia, e de o matarem.
5Mas eles diziam: Não (se faça isto) no dia da festa, não suceda levantar-se algum tumulto entre o povo.
6Estando Jesus em Betânia, em casa de Simão o leproso,
7aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, cheio de um bálsamo precioso, e o derramou sobre a cabeça dele, estando à mesa.
8Vendo isto, os discípulos indignaram-se, dizendo: "Para que foi este desperdício?
9Porque este bálsamo podia vender-se por bom preço, e dar-se aos pobres."
10Jesus, sabendo isto, disse-lhes: "Porque molestais esta mulher? Ela fez-me verdadeiramente uma boa obra.
11Porque vós tereis sempre convosco pobres; mas a mim nem sempre me tereis.
12Derramando ela este bálsamo sobre o meu corpo, fê-lo como para me sepultar.
13Em verdade vos digo que em toda a parte onde for pregado este Evangelho — em todo o mundo—, publicar-se-á também para sua memória o que ela fez."
14Então um dos doze, que se chamava Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes,
15e disse-lhes: "Que me quereis vós dar, e eu vo-lo entregarei?" Justaram trinta moedas de prata.
16Desde então buscava oportunidade para o entregar.
17No primeiro dia dos ázimos aproximaram-se de Jesus os discípulos, dizendo: "Onde queres que te preparemos o que é preciso para comer a Páscoa?"
18Jesus disse: "Ide à cidade, a casa de um tal, e dizei-Ihe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo, quero celebrar a Páscoa em tua casa com meus discípulos."
19Os discípulos fizeram como Jesus tinha ordenado, e prepararam a Páscoa.
20Chegada a tarde, pôs-se Jesus à mesa com os doze.
21Enquanto comiam, disse-lhes: "Em verdade vos digo que um de vós me há-de entregar."
22Eles, muito tristes, cada um começou a dizer: "Porventura sou eu, Senhor?"
23Ele respondeu; "O que mete comigo a mão no prato esse me entregará.
24O Filho do homem vai certamente, como está escrito dele, mas ai daquele homem, por quem será entregue o Filho do homem! Melhor fora a tal homem que não tivesse nascido."
25Judas, o traidor, tomou a palavra e disse: "Sou eu, porventura, Mestre?" Jesus respondeu-lhe; "Tu o disseste."
26Enquanto comiam, Jesus tomou pão e o benzeu, e o partiu, e deu-o a seus discípulos, dizendo: "Tomai e comei, isto é o meu corpo."
27Depois, tomando um cálice, deu graças, e deu-lho, dizendo: "Bebei dele todos.
28Porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado por muitos para remissão dos pecados.
29Digo-vos: desta hora em diante não beberei mais deste fruto da videira até aquele dia, em que o beberei novo convosco no reino de meu Pai."
30Depois do canto dos salmos, saíram para o monte das Oliveiras.
31Então Jesus disse-lhes: "A todos vós serei esta noite uma ocasião de escândalo porque está escrito (Zc. 13, 7): Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão.
32Porém, depois que eu ressuscitar, irei diante de vós para a Galielia."
33Pedro respondeu-lhe: "Ainda que todos se escandalizem a teu respeito, eu nunca me escandalizarei."
34Jesus disse-lhe: "Em verdade te digo que esta noite, antes que o galo cante, me negarás três vezes."
35Pedro disse-lhe: "Ainda que eu tenha de morrer contigo, não te negarei." Do mesmo modo falaram todos os discípulos.
36Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsemani, e disse-lhes: "Sentai-vos aqui, enquanto eu vou acolá orar."
37E, tendo tomado consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e angustiar-se.
38Disse-lhes então: "A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai comigo."
39Adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra, e fez esta oração: "Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice! Todavia não se faça como eu quero, mas sim como tu queres."
40Depois foi ter com seus discípulos, encontrou-os dormindo, e disse a Pedro: "Visto isso não pudeste vigiar uma hora comigo?
41Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. O espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca."
42Retirou-se de novo pela segunda vez e orou assim: "Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade."
43Foi novamente, e encontrou-os dormindo, porque os seus olhos estavam pesados (por causa do sono).
44Deixando-os, foi de novo, e orou terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
45Depois foi ter novamente com os seus discípulos, e disse-lhes: "Dormi agora e descansai, eis que chegou a hora, em que o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.
46Levantai-vos, vamos. Eis que se aproxima o que me há-de entregar."
47Estando ele ainda a falar, eis que chega Judas, um dos doze, e com ele uma grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.
48O traidor tinha-lhes dado este sinal: "Aquele a quem eu der um ósculo, é esse; prendrei-o."
49Aproximando-se logo de Jesus, disse: "Salve Mestre." E deu-lhe um ósculo.
50Jesus disse-lhe: "Amigo, a que vieste !" Então avançaram, lançaram mão de Jesus, e prenderam-no.
51E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, desembainhou a sua espada, e, ferindo um servo do sumo pontífice, lhe cortou uma orelha.
52Jesus disse-Ihe: "Mete a tua espada no seu lugar, porque todos os que tomarem espada (por autoridade própria), morrerão à espada.
53Julgas porventura que eu não posso rogar a meu Pai, e que ele me não porá aqui logo mais de doze legiões de anjos?
54Como, pois, se cumprirão as Escrituras segundo as quais assim deve suceder?"
55Depois, Jesus disse à multidão: "Vós viestes armados de espadas e de varapaus para me prender, como se faz a um salteador. Todos os dias estava eu sentado entre vós ensinando no templo, e não me prendestes.
56Mas tudo isto aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas." Então todos os discípulos o abandonaram e fugiram.
57Os que tinham prendido Jesus Ievaram-no a casa de Caifás, sumo sacerdote, onde se tinham reunido os escribas e os anciãos.
58Pedro seguia-o de longe, até ao átrio do príncipe dos sacerdotes. E, tendo entrado, sentou-se com os servos para ver o fim de tudo isto.
59Entretanto os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam algum falso testemunho contra Jesus, a fim de o entregarem à morte,
60e não o encontravam, posto que se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas. Por último, chegaram duas testemunhas,
61que declararam: "Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias."
62Levantando-se, o príncipe dos sacerdotes disse-lhe: "Nada respondes ao que estes depõem contra ti?"
63Jesus, porém, estava calado. E o sumo sacerdote disse-lhe: "Eu te conjuro por Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus."
64Jesus respondeu-lhe: "Tu o disseste. Digo-vos mais que vereis depois o Filho do homem sentado à direita do poder de Deus, e vir sobre as nuvens do céu."
65Então o sumo sacerdote rasgou os seus vestidos, dizendo: "Blasfemou; que necessidade temos de mais testemunhas? Eis acabais de ouvir a blasfêmia.
66Que vos parece?" Eles responderam: "É réu de morte."
67Então cuspiram-lhe no rosto, e feriram-no a punhadas. Outros deram-lhe bofetadas,
68dizendo: "Profetiza, Cristo! Diz-nos quem é que te feriu."
69Entretanto Pedro estava sentado fora no átrio. Aproximou-se dele uma criada, dizendo : "Tu também estavas com Jesus, o Galileu."
70Mas ele negou diante de todos, dizendo: "Não sei o que dizes."
71Saindo ele à porta, viu-o outra criada, e disse para os que ali se encontravam: "Este também andava com Jesus Nazareno."
72Novamente ele negou com juramento, dizendo: "Não conheço tal homem."
73Pouco depois aproximaram-se de Pedro os que ali estavam, e disseram: "Tu certamente és também dos tais, porque até o teu modo de falar te dá a conhecer."
74Então começou a fazer imprecações e a jurar que não conhecia tal homem. Imediatamente o galo cantou.
75Pedro lembrou-se da palavra que lhe tinha dito Jesus: "Antes de cantar o galo, três vezes me negarás." E, tendo saído para fora, chorou amargamente.
11Jesus foi apresentado diante do governador, que o interrogou, dizendo: "Tu és o Rei dos Judeus?" Jesus respondeu-lhe: "Tu o dizes."
12Mas, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.
13Então Pilatos disse-lhe: "Não ouves de quantas coisas te acusam?"
14E não lhe respondeu a palavra alguma, de modo que o governador ficou em extremo admirado.
15O governador tinha costume, por ocasião da festa da Páscoa, soltar aquele preso que o povo quisesse.
16Naquela ocasião tinha ele um preso afamado, que se chamava Barrabás.
17Estando eles reunidos, perguntou-lhes Pilatos: "Qual quereis vós que eu vos solte? Barrabás ou Jesus, que se chama o Cristo?"
18Porque sabia que o tinham entregado por inveja.
19Enquanto ele estava sentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: "Nada haja entre ti e esse justo, porque fui hoje muito atormentada em sonhos por causa dele."
20Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse Barrabás e que fizesse morrer Jesus.
21O governador, tomando a palavra, disse-lhes: Qual dos dois quereis que eu vos solte?" Eles responderam: "Barrabás."
22Pilatos disse-lhes: "Que hei-de então fazer de Jesus, que se chama Cristo?"
23Disseram todos: "Seja crucificado." O governador disse-lhes; "Mas que mal fez ele?" Eles, porém, gritavam mais alto: "Seja crucificado!"
24Pilatos, vendo que nada conseguia, mas que cada vez era maior o tumulto, tomando água, lavou as mãos diante do povo, dizendo: "Eu sou inocente do sangue deste justo; a vós pertence toda a responsabilidade."
25Todo o povo respondeu: "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos."
26Então soltou-lhes Barrabás. Quanto a Jesus, depois de o ter mandado flagelar, entregou-lho para ser crucificado.
27Então os soldados do governador, conduzindo Jesus ao Pretório, juntaram em volta dele toda a coorte.
28Depois de o terem despido, lançaram sobre ele um manto carmezim.
29Em seguida, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça, e na mão direita uma cana. E, dobrando o joelho diante dele, o escarneciam, dizendo: "Salve, ó rei dos Judeus."
30Cuspindo-lhe, tomavam a cana e batiam-lhe com ela na cabeça.
31Depois que o escarneceram, tiraram-lhe o manto, revestiram-no com os seus vestidos, e levaram-no para o crucificarem.
32Ao sair, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, ao qual obrigaram a levar a cruz de Jesus.
33Tendo chegado ao lugar, chamado Gólgota, isto é, lugar do Crânio,
34deram-lhe a beber vinho misturado com fel. Tendo-o provado, não quis beber.
35Depois que o crucificaram, repartiram entre si os seus vestidos, lançando sortes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido anunciado pelo profeta: Repartiram entre si os meus vestidos, sobre a minha túnica lançaram sortes (Ps. 21, 19).
36E, sentados, o guardavam.
37Puseram por cima da sua cabeça uma inscrição indicando a causa da sua morte: Este é Jesus, o Rei dos Judeus.
38Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões: um à direita, outro à esquerda.
39Os que iam passando ultrajavam-no, movendo as suas cabeças,
40e dizendo: "Ó tu, que destróis o templo e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo: Se és Filho de Deus, desce da cruz."
41Da mesma sorte, insultando-o também os príncipes dos sacerdotes com os escribas e os anciãos, diziam:
42"Ele salvou outros, a si mesmo não se pode salvar. Se é rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele.
43Confiou em Deus: Se Deus o ama, que o livre agora; porque ele disse: Eu sou Filho de Deus."
44Do mesmo modo o insultavam os ladrões que estavam crucificados com ele.
45Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra.
46Perto da hora nona, exclamou Jesus com voz forte: "Eli, Eli, lema sabachtani?" isto é: Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste?
47Alguns dos que ali estavam ao ouvir isto, diziam: "Ele chama por Elias."
48Imediatamente, correndo um deles, tendo tomado uma esponja, ensopou-a em vinagre, pô-la sobre uma cana, e lhe dava de beber.
49Porém, os outros diziam: "Deixa; vejamos se vem Elias livrá-lo."
50Jesus, tornando a dar um alto grito, expirou.
51E eis que o véu do templo se rasgou em duas parles de alto a baixo, a terra tremeu, as rochas fenderam-se,
52abriram-se as sepulturas, e muitos corpos de santos, que tinham adormecido, ressuscitaram,
53e saindo das sepulturas depois da ressurreição de Jesus, foram a cidade santa, e apareceram a muitos.
54O centurião e os que com ele estavam de guarda a Jesus, vendo o terremoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande medo, e diziam: "Na verdade este era Filho de Deus."
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.