quinta-feira, 26 de março de 2026
Cor litúrgica roxa
3Abrão prostrou-se com o rosto por terra.
4Deus disse-lhe: Eis minha aliança contigo: tu serás pai de muitas gentes
5e não mais serás chamado com o nome de Abrão, mas chamar-te-ás Abraão, porque te destinei para pai de muitas gentes.
6Eu te farei crescer (na tua posteridade) extraordinariamente, farei de ti nações, e de ti sairão reis.
7E estabelecerei a minha que eu seja o teu Deus, e da tua descendência, depois de ti, no decurso das suas gerações, por um pacto eterno, para que eu seja o teu Deus, e da tua descendência, depois de ti.
8Darei a ti e á tua posteridade a terra da tua peregrinação, (que é) toda a terra de Canaan, em possessão eterna.
9Disse mais Deus a Abraão: tu, pois, guardarás a minha aliança, tu e os teus descendentes depois de ti, nas suas gerações.
1Louvai o Senhor, aclamai o seu nome, tornai conhecidas as suas obras entre as gentes.
2Cantai-lhe, entoai salmos em sua honra, narrai todas as suas maravilhas.
3Gloriai-vos do seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o Senhor.
4Meditai no Senhor e no seu poder, buscai sempre a sua face.
5Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e das sentenças que saíram da sua boca.
6vós, ó descendentes de Abraão, seu servo, vós, ó filhos de Jacob, seu eleito!
7O próprio Senhor é o nosso Deus; os seus juízos exercem-se em toda a terra.
8Ele lembra-se para sempre da sua aliança, da promessa que fez para mil gerações,
9da aliança que firmou com Abraão, do juramento que fez a Isaac,
10(juramento) que confirmou a Jacob, como um decreto firme, a Israel, como uma aliança eterna,
11dizendo: "Dar-te-ei a terra de Canaan, como porção da vossa herança."
12Quando eram poucos em número, pouquíssimos, e estrangeiros naquele país,
13quando emigravam duma gente para outra, e dum reino para outro povo,
14não permitiu que alguém os oprimisse, e castigou reis por causa deles.
15"Não toqueis os meus ungidos, não façais nenhum mal aos seus profetas."
16Chamou a fome sobre a terra, fez desaparecer toda a reserva de pão.
17Tinha mandado adiante deles um homem; José tinha sido vendido como escravo.
18Apertaram-lhe os pés com grilhões, o seu pescoço foi ligado com ferros, o ferro (da calúnia) traspassou a sua alma,
19até que se cumpriu o seu vaticínio, a palavra do Senhor o comprovou.
20O rei mandou que o soltassem, o príncipe dos povos deu-lhe a liberdade.
21Constituiu-o senhor da sua casa, e soberano de todas as suas possessões,
22a fim de que instruísse os seus grandes à sua vontade, e ensinasse a sabedoria aos seus anciãos.
23Então Israel entrou no Egipto, e Jacob foi hóspede na terra de Cam.
24E (Deus) multiplicou extraordinariamente o povo, e tornou-o mais forte que os seus inimigos.
25Mudou o coração destes para que odiassem seu povo, e usassem de enganos com os seus servos.
26Então enviou Moisés, seu servo, e Aarão, a quem tinha escolhido.
27Operaram no meio deles as suas maravilhas, e os seus prodígios na terra de Cam.
28Enviou trevas, e fez-se escuridão. Resistiram porém às suas palavras.
29Converteu-lhes as águas em sangue, e matou os seus peixes.
30Encheu-lhes a terra de rãs, até (penetraram) nas câmaras dos próprios reis.
31Falou, e veio uma nuvem de moscas, e (vieram) mosquitos por todo o seu território.
32Em vez de água fez-lhes chover granizo, lançou um fogo abrasador pela terra deles.
33Assolou-lhes as videiras e figueiras, e quebrou as árvores que havia nos seus limites.
34Falou, e vieram gafanhotos e pulgões sem número,
35que devoraram toda a erva da sua terra, que devoraram os frutos dos seus campos.
36E feriu todos os primogênitos da sua terra, as primícias de todo o seu vigor.
37E fê-los sair (os Israelitas) com prata e com ouro, e não houve um enfermo nas suas tribos.
38Alegraram-se os egípcios com a sua saída, porque o temor de Israel tinha-se apoderado deles.
39Estendeu uma nuvem que os cobrisse, e um fogo para que os alumiasse de noite.
40Pediram, e mandou codornizes, e de pão do céu os saciou.
41Fendeu a rocha e brotou água, correu pelo deserto como um rio.
42Com efeito, lembrou-se da sua santa palavra, que tinha dado a Abraão, seu servo.
43Tirou o seu povo com regozijo, os seus escolhidos com alvoroço.
44E deu-lhes as terras das nações, e apoderaram-se das riquezas dos povos,
45para que guardem os seus preceitos e observem as suas leis. Aleluia.
51Em verdade, em verdade voz digo; quem guardar a minha palavra não verá a morte eternamente."
52Os Judeus disseram-lhe: "Agora reconhecemos que estás possesso do demônio. Abraão morreu, os profetas também e tu dizes: Quem guardar a minha palavra não provará a morte eternamente.
53Porventura és maior do que nosso pai Abraão, que morreu? Os profetas também morreram. Quem pretendes tu ser?"
54Jesus respondeu: "Se eu me glorifico a mim mesmo, não é nada a minha glória; meu Pai é que me glorifica, aquele que vós dizeis que é vosso Deus.
55Mas vós não o conhecestes; eu sim, conheço-o; e se disser que o não conheço serei mentiroso como vós. Mas conheço-o e guardo a sua palavra.
56Abraão, vosso pai, regozijou-se com a esperança de ver o meu dia; viu-o (por meio da, revelação), e ficou cheio de gozo."
57Os Judeus, por isso, disseram-lhe: "Tu ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão!"
58Jesus disse-lhes: "Em verdade, em verdade vos digo: Antes que Abraão fosse feito, eu sou."
59Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus encobriu-se e saiu do templo.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.