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Voz da Fé

quinta-feira, 19 de março de 2026

São José, esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria, Padroeiro da Igreja Universal, Solenidade

Cor litúrgica branca

1ª Leitura · 2Sm 7, 4-5a. 12-14a. 16

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4Naquela mesma noite, o Senhor falou a Natan, dizendo:

5Vai e dize ao meu servo Davide: Eis o que o diz o Senhor: Porventura serás tu que me edificarás uma casa para eu habitar?

12Quando se completarem os teus dias, e dormires com teus pais, suscitarei depois de ti a tua posteridade, que nascerá de ti, e firmarei o seu reino.

13Ele edificará uma casa em meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono de seu reino.

14Eu serei para ele um pai, e ele será para mim um filho. Se ele cometer alguma coisa iníqua, eu o castigarei com vara de homens, e com açoutes de filhos de homens.

16A tua casa será estável, o teu reino se perpetuará diante do teu rosto, e o teu trono será firme para sempre.

Salmo · Sl 88

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1Maskti. De Etan Ezrahita.

2Eu cantarei eternamente as graças do Senhor; anunciarei a tua fidelidade pela minha boca por todas as gerações.

3Com efeito, disseste: "A graça está estabelecida para sempre"; no céu estabeleceste a tua fidelidade.

4"Fiz aliança (disseste) com o meu escolhido; jurei a Davide, meu servo (o seguinte):

5Conservarei eternamente a tua descendência, tornarei firme o teu trono por todas as gerações."

6Os céus celebram, Senhor, as tuas maravilhas, e a tua fidelidade na assembleia dos santos.

7Em verdade, quem, nas nuvens; será igual ao Senhor? Quem, entre os filhos de Deus, será semelhante ao Senhor?

8Deus é terrível na assembleia dos santos, grande e tremendo sobre todos os que estão em roda dele.

9Senhor, Deus dos exércitos, quem é igual a ti? És poderoso. Senhor, e a tua fidelidade está sempre em roda de ti;

10Tu dominas o orgulho do mar, amansas as suas ondas entumecidas.

11Tu calcaste a Raab, ferido de morte; com a forçá do teu braço dispersaste os teus inimigos.

12Teus são os céus, tua é a terra; tu fundaste o mundo e tudo o que ele contém;

13tu criaste o aquilão e o austro; o Tabor e o Hermon exultaram em teu nome.

14O teu braço é poderoso, firme a tua mão, levantada a tua dextra;

15A justiça e o direito são a base do teu trono, a graça e a fidelidade vão adiante de ti.

16Bem-aventurado o povo que sabe alegrar-se (em ti); eles caminham à luz do teu rosto, Senhor,

17em teu nome se regozijam sempre, e pela tua justiça se exaltam;

18Porque tu és o esplendor da sua força, e por teu favor eleva-se o nosso poder.

19Em realidade, do Senhor é o nosso escudo, e do santo de Israel o nosso rei.

20Outrora falaste numa visão aos teus santos e disseste: "Impus a coroa a um poderoso; exaltei um escolhido do meio do povo.

21Encontrei Davide, meu servo, com o meu santo óleo o ungi,

22para que a minha mão esteja sempre com ele, e o meu braço o fortifique.

23Não o enganará o inimigo, nem o malvado o abaterá.

24Antes exterminarei da sua frente os seus contrários; e ferirei os que o odeiam.

25A minha fidelidade e a minha graça estarão com ele; no meu nome será exaltado o seu poder.

26Estenderei a sua mão sobre o mar, e a sua dextra sobre os rios.

27Ele me invocará, dizendo: "Tu és meu Pai, o meu Deus e a rocha da minha salvação."

28E eu o constituirei meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra.

29Eternamente lhe conservarei a minha graça, e a minha aliança com ele será estável.

30Farei eterna a sua descendência, e o seu trono (durará tanto) como os dias do céu.

31Se os seus filhos abandonarem a minha lei, não andarem nos seus preceitos,

32se violarem os meus decretos, se não guardarem os meus mandamentos,

33castigarei com vara o seu delito, e com açoites a sua culpa;

34mas não retirarei (dele) a minha graça, nem faltarei à minha fidelidade.

35Não violarei a minha aliança, nem mudarei o que os meus lábios disseram.

36Jurei uma vez (para sempre) pela minha santidade: de nenhum modo faltarei a Davide.

37A sua descendência permanecerá eternamente, e o seu trono será diante de mim como o sol,

38e como a lua que subsiste para sempre, testemunha fiel do céu."

39Apesar disso (Senhor), tu repeliste e rejeitaste o teu ungido, gravemente te iraste contra ele,

40Desprezaste a aliança do teu servo, profanaste a sua coroa (lançando-a) por terra.

41Destruiste todas as suas muralhas, entregaste à destruição as suas fortalezas.

42Saquearam-no todos os que passavam pelo caminho, tornou-se o opróbrio dos seus vizinhos.

43Exaltaste a dextra dos seus inimigos, encheste de gozo todos os seus contrários.

44Embotaste o fio da sua espada, e não o sustiveste no combate.

45Fizeste cessar o seu esplendor, derribaste por terra o seu trono.

46Abreviaste os dias da sua juventude, cobriste-o de ignomínia.

47Até quando, Senhor? Ficarás para sempre escondido? Arderá como fogo a tua indignação?

48Lembra-te de quão breve é a minha vida, de quão caducos criaste todos os homens.

49Quem há que viva, sem ver a morte, que possa subtrair a sua alma ao poder do sepulcro?

50Onde estão as tuas antigas graças, Senhor, as quais juraste a Davide por tua fidelidade?

51Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos: eu trago no meu peito todas as inimizades das gentes,

52com as quais os teus adversários insultam, ó Senhor, com as quais insultam os passos do teu ungido.

53Bendito seja o Senhor para sempre! Assim seja, assim seja!

2ª Leitura · Rm 4, 13. 16-18. 22

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13E assim a promessa a Abraão e à sua posteridade, de que seria herdeiro do mundo, não foi em virtude da lei, mas em virtude da justiça da fé.

16Por isso da fé é (que vem) a herança, a fim de que (esta) seja gratuita e certa para toda a posteridade, não sòmente para o que é da lei, mas também para o que é da fé de Abraão, que é pai de todos nós,

17segundo está escrito: Eu te constitui pai de muitas gentes (Gn. 17, 6). Ele é pai, diante de Deus, em quem acreditou, o qual dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe.

18Esperando contra toda a esperança, teve fé e tornou-se, por isso, pai de muitas gentes, segundo o que lhe foi dito: Assim será a tua descendência (Gn. 15, 5).

22Por isso, (isto) lhe foi imputado como justiça.

Evangelho · Mt 1, 16. 18-21. 24a

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16e Jacob gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.

18A geração de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, achou-se ter concebido (por obra) do Espírito Santo, antes de coabitarem.

19José, seu esposo, sendo justo, e não a querendo difamar, resolveu repudiá-la secretamente.

20Andando ele com isto no pensamento, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse; José, filho de David, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é (obra) do Espírito Santo.

21Dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

24Ao despertar José do sono, fez como lhe tinha mandado o anjo do Senhor, e recebeu em sua casa (Maria), sua esposa,

Evangelho · Lc 2, 41-51a

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41Seus pais iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa.

42Quando chegou aos doze anos, indo eles a Jerusalém segundo o costume daquela festa,

43acabados os dias que ela durava, quando voltaram, ficou o Menino Jesus em Jerusalém, sem que seus país o advertissem.

44Julgando que ele fosse na comitiva, caminharam uma jornada, e depois procuraram-no entre os parentes e conhecidos.

45Não o encontrando, voltaram a Jerusalém em busca dele.

46Aconteceu que, três dias depois, o encontraram no templo sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.

47E todos os que ouviam, estavam maravilhados da sua sabedoria e das suas respostas.

48Quando o viram, admiraram-se. E sua mãe disse-lhe: "Filho, porque procedeste assim connosco? Eis que teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição."

49Ele disse-Ihes: "Para que me buscáveis? Não sabíeis que devo ocupar-me nas coisas de meu Pai?"

50Eles porém não entenderam o que lhes disse.

51Depois desceu com eles, e foi a Nazaré; e era-lhes submisso, Sua mãe conservava todas estas coisas no seu coração.

Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.