terça-feira, 17 de março de 2026
Cor litúrgica roxa
1(Depois) fez-me voltar para a porta da casa (do Senhor). E eis que brotavam águas debaixo do limiar da porta, do lado do oriente, porque a face da casa olhava para o oriente; as águas desciam por baixo do lado direito do templo, ao meio-dia do altar.
2Fez-me sair pelo pórtico do setentrião e dar a volta por fora até ao pórtico exterior, que olhava para o oriente; vi que as águas jorravam do lado direito.
3Saindo para a banda do oriente, o homem, que tinha um cordel na mão, mediu mil côvados e fez-me atravessar a água, que me dava pelos tornozelos.
4Mediu outros mil côvados e (ali) fez-me atravessar a água que me dava pelos joelhos.
5Mediu outros mil côvados e fez-me atravessar a água, que me dava pelos rins. Mediu outros mil côvados, e era já uma torrente que não pude atravessar, porque se tinham empolado as águas, tornando-se uma profunda torrente, que não se podia passar a vau.
6Então disse-me: Viste, filho de homem? Depois levou-me e reconduziu-me a borda da torrente.
7Tendo eu, pois, tornado, vi sobre a borda da torrente muitíssimas árvores, de um e outro lado.
8Disse-me; Estas águas vão para o distrito oriental e descem para a planície do deserto; entrarão no mar (Morto) e aí se difundirão, de maneira que as águas (do mar) ficarão saudáveis.
9Todo o animal vivo, que se move (nas águas), viverá por toda a parte onde chegar a torrente; haverá peixes em abundância, porque, onde chegarem estas águas, as outras se tornarão sãs e haverá vida em toda a parte onde chegar esta torrente.
12Ao longo da torrente nascerá nas suas ribanceiras, dum e doutro lado, toda a espécie de árvores frutíferas; não lhes cairá a folha, nem faltará o fruto. Darão frutos novos todos os meses, porque as suas águas manam do santuário; os seus frutos servirão de sustento, e as suas folhas de remédio.
1Ao mestre do coro, Dos filhos de Coré. Segundo a melodia de "As Virgens..." Cântico.
2Deus é nosso refúgio e nossa força; grandemente se tem mostrado (nosso) auxílio nas angústias.
3Por isso não tememos, ainda que a terra se subverta, e caiam os montes para o meio do mar.
4Bramem e encrespem-se as suas águas, estremeçam os montes ao seu embate: o Senhor dos exércitos está connosco, é uma cidadela para nós o Deus de Jacob.
5As correntes dum rio alegram a cidade de Deus, o tabernáculo mais santo do Altíssimo.
6Deus está no meio dela, não se abalará; Deus a ajudará desde o raiar da manhã.
7As nações se amotinaram, os reinos se agitaram; (Deus) fez ouvir a sua voz e a terra se desagregou;
8O Senhor dos exércitos está connosco o Deus de Jacob é a nossa cidadela.
9Vinde, vede as obras do Senhor, as maravilhas que operou sobre a terra.
10E ele quem reprime as guerras até à extremidade do mundo, quebra os arcos e faz em pedaços as lanças, e queima ao fumo os escudos.
11"Desisti e reconhecei que eu sou Deus, excelso entre as gentes, e excelso sobre (toda) a terra."
12O Senhor dos exércitos está connosco; O Deus de Jacob é a nossa cidadela.
1Depois disto, houve uma festa dos Judeus e Jesus subiu a Jerusalém.
2Ora há em Jerusalém, junto da porta das Ovelhas, uma piscina, que em hebreu se chama Bezatha, a qual tem cinco pórticos
3Nestes jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos, os quais esperavam o movimento da água.
4Porque um anjo do Senhor descia de tempos a tempos à piscina, e agitava a água. O primeiro que descesse à piscina, depois do movimento da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse.
5Estava ali um homem que, há trinta e oito anos, se encontrava enfermo.
6Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito, disse-lhe: "Queres ficar são?"
7O enfermo respondeu- lhe: "Senhor, não tenho uma pessoa que me lance na piscina, quando a água é agitada; enquanto eu vou, outro desce primeiro do que eu."
8Jesus disse-lhe: "Levanta-te, toma o teu leito e anda."
9No mesmo instante, ficou são aquele homem, tomou o seu leito e começou a andar. Ora aquele dia era um sábado,
10Por isso os Judeus diziam ao que tinha sido curado: "Hoje é sábado, não te é licito levar o teu leito."
11Ele respondeu-lhes: "Aquele que me curou, disse-me: Toma o teu leito, e anda."
12Perguntaram- lhe então: "Quem é esse homem que te disse: Toma o teu leito e anda?"
13Porém o que tinha sido curado não sabia quem ele era, porque Jesus havia desaparecido sem ser notado, graças à multidão que estava naquele lugar.
14Depois disto, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: "Eis que estás são; não peques mais, para que te não suceda coisa pior."
15Foi aquele homem anunciar aos Judeus que era Jesus quem o tinha curado.
16Por isto os Judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas ao sábado.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.