sexta-feira, 6 de março de 2026
Cor litúrgica roxa
3Ora Israel amava José mais que todos os seus (outros) filhos, porque o gerara na velhice, e fez-lhe uma túnica de várias cores.
4Vendo, pois, seus irmãos que de era amado pelo pai mais que todos os (outros) filhos, odiavam-no, e não lhe podiam falar com bom modo.
12Como seus irmãos estivessem em Siquem apascentando os rebanhos do pai,
13Israel disse-lhe: Teus irmãos apascentam as ovelhas em Siquem: vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu (José):
17O homem disse-lhe: Retiraram-se deste lugar, e ouvi-lhes dizer: Vamos para Dotain. Partiu, pois, José atrás de seus irmãos e encontrou-os em Dotain.
18Eles, porém, tendo-o visto ao longe, antes que se aproximasse, resolveram matá-lo.
19Diziam entre si: Eis ai vem o sonhador;
20vinde, matemo-lo, lancemo-lo em uma cisterna velha, diremos: Uma fera cruel o devorou; então se verá de que lhe aproveitam os seus sonhos.
21Ruben, porém, ouvindo isto, esforçava-se por o livrar das suas mãos, dizendo:
22Não lhe tireis a vida, nem lhe derrameis o sangue, mas lançai-o nesta cisterna, que está no deserto, e conservai puras as vossas mãos. Diria isto porque queria livrá-lo das suas mãos e restitui-lo a seu pai.
23Logo que (José) chegou junto de seus irmãos, despiram-no da túnica talar de várias cores
24e lançaram-no na cisterna velha, que não tinha água.
25Depois, sentando-se para comer pão, viram uns viajantes Ismaelitas, que vinham de Galaad, com seus camelos carregados de aromas, resina e mirra, para o Egito.
26Judá então disse a seus irmãos: de que nos aproveita matar o nosso irmão e ocultar a sua morte?
27É melhor que se venda aos Ismaelitas, e que se não manchem as nossas mãos, porque é nosso irmão, é nossa carne. Concordaram os irmãos com o que ele diria.
28Quando passaram os negociantes Madianitas, tiraram-no da cisterna e venderam-no por vinte dinheiros de prata aos Ismaelitas: estes levaram-no para o Egito.
1Louvai o Senhor, aclamai o seu nome, tornai conhecidas as suas obras entre as gentes.
2Cantai-lhe, entoai salmos em sua honra, narrai todas as suas maravilhas.
3Gloriai-vos do seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o Senhor.
4Meditai no Senhor e no seu poder, buscai sempre a sua face.
5Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e das sentenças que saíram da sua boca.
6vós, ó descendentes de Abraão, seu servo, vós, ó filhos de Jacob, seu eleito!
7O próprio Senhor é o nosso Deus; os seus juízos exercem-se em toda a terra.
8Ele lembra-se para sempre da sua aliança, da promessa que fez para mil gerações,
9da aliança que firmou com Abraão, do juramento que fez a Isaac,
10(juramento) que confirmou a Jacob, como um decreto firme, a Israel, como uma aliança eterna,
11dizendo: "Dar-te-ei a terra de Canaan, como porção da vossa herança."
12Quando eram poucos em número, pouquíssimos, e estrangeiros naquele país,
13quando emigravam duma gente para outra, e dum reino para outro povo,
14não permitiu que alguém os oprimisse, e castigou reis por causa deles.
15"Não toqueis os meus ungidos, não façais nenhum mal aos seus profetas."
16Chamou a fome sobre a terra, fez desaparecer toda a reserva de pão.
17Tinha mandado adiante deles um homem; José tinha sido vendido como escravo.
18Apertaram-lhe os pés com grilhões, o seu pescoço foi ligado com ferros, o ferro (da calúnia) traspassou a sua alma,
19até que se cumpriu o seu vaticínio, a palavra do Senhor o comprovou.
20O rei mandou que o soltassem, o príncipe dos povos deu-lhe a liberdade.
21Constituiu-o senhor da sua casa, e soberano de todas as suas possessões,
22a fim de que instruísse os seus grandes à sua vontade, e ensinasse a sabedoria aos seus anciãos.
23Então Israel entrou no Egipto, e Jacob foi hóspede na terra de Cam.
24E (Deus) multiplicou extraordinariamente o povo, e tornou-o mais forte que os seus inimigos.
25Mudou o coração destes para que odiassem seu povo, e usassem de enganos com os seus servos.
26Então enviou Moisés, seu servo, e Aarão, a quem tinha escolhido.
27Operaram no meio deles as suas maravilhas, e os seus prodígios na terra de Cam.
28Enviou trevas, e fez-se escuridão. Resistiram porém às suas palavras.
29Converteu-lhes as águas em sangue, e matou os seus peixes.
30Encheu-lhes a terra de rãs, até (penetraram) nas câmaras dos próprios reis.
31Falou, e veio uma nuvem de moscas, e (vieram) mosquitos por todo o seu território.
32Em vez de água fez-lhes chover granizo, lançou um fogo abrasador pela terra deles.
33Assolou-lhes as videiras e figueiras, e quebrou as árvores que havia nos seus limites.
34Falou, e vieram gafanhotos e pulgões sem número,
35que devoraram toda a erva da sua terra, que devoraram os frutos dos seus campos.
36E feriu todos os primogênitos da sua terra, as primícias de todo o seu vigor.
37E fê-los sair (os Israelitas) com prata e com ouro, e não houve um enfermo nas suas tribos.
38Alegraram-se os egípcios com a sua saída, porque o temor de Israel tinha-se apoderado deles.
39Estendeu uma nuvem que os cobrisse, e um fogo para que os alumiasse de noite.
40Pediram, e mandou codornizes, e de pão do céu os saciou.
41Fendeu a rocha e brotou água, correu pelo deserto como um rio.
42Com efeito, lembrou-se da sua santa palavra, que tinha dado a Abraão, seu servo.
43Tirou o seu povo com regozijo, os seus escolhidos com alvoroço.
44E deu-lhes as terras das nações, e apoderaram-se das riquezas dos povos,
45para que guardem os seus preceitos e observem as suas leis. Aleluia.
33Ouvi outra parábola: Havia um pai de família, que plantou uma vinha, e a cercou com uma sebe, e cavou nela um lagar, e edificou uma torre (Is. 6, 1-2); depois, arrendou-a a uns vinhateiros, e ausentou-se daquela região.
34Estando próxima a estação dos frutos, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos da sua vinha.
35Mas os vinhateiros, agarrando os servos, feriram um, mataram outro, e a outro apedrejaram.
36Enviou novamente outros servos em maior número do que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo.
37Por último enviou-lhes seu filho, dizendo: Hão-de ter respeito a meu filho.
38Porém, os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo, e teremos a sua herança.
39E, lançando-lhe as mãos, puseram-no fora da vinha, e mataram-no.
40Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará ele àqueles vinhateiros?"
41Responderam-lhe: "Matará sem piedade esses malvados, e arrendará a sua vinha a outros vinhateiros, que lhe paguem o fruto a seu tempo."
42Jesus disse-lhes: "Nunca lestes nas Escrituras (Ps. 117, 22-23): A pedra que fora rejeitada pelos que edificavam, tornou-se pedra angular; pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos?
43Por isso vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que produza os frutos dele.
45Tendo os príncipes dos sacerdotes e os fariseus ouvido as suas parábolas, conheceram que falava deles.
46Procuravam prendê-lo, mas tiveram medo do povo, porque este o tinha como um profeta.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.