quarta-feira, 4 de março de 2026
Cor litúrgica roxa
18Disseram: Vinde e formemos projetos contra Jeremias, porque (apesar do que Jeremias prediz) não perecerá a doutrina por falta de sacerdote, nem o conselho por falta de sábio, nem a palavra (do Senhor) por falta de profeta; vinde, firamo-lo com a língua (caluniando-o), e não atendamos a nenhuma das suas palavras.
19Põe, Senhor, em mim a tua atenção, ouve a voz dos meus adversários.
20Acaso assim se torna mal por bem? Pois eles (que tanto me devem) abrem uma cova para me tirarem a vida. Lembra-te de que me apresentei na tua presença para falar insistentemente em favor deles, para apartar deles a tua indignação.
1Ao mestre do coro. Salmo. De Davide.
2A ti recorro, ó Senhor: não permitas que eu seja confundido para sempre; livra-me, segundo a tua justiça!
3Inclina para mim o teu ouvido, acode prontamente a livrar-me. Sê para mim uma rocha de refúgio, uma cidadela fortificada, para me pores a salvo.
4Tu és a minha rocha e a minha cidadela, e por causa do teu nome me conduzirás e me guiarás.
5Tu me tirarás do laço, que me armaram escondidamente, porque tu és o meu refúgio.
6Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: vós me libertareis, ó Senhor, Deus fiel.
7Aborreces os que adoram ídolos vãos; eu, porém, é no Senhor que confio.
8Regozijar-me-ei e alegrar-me-ei da tua misericórdia, porque olhaste para a minha miséria, socorreste a minha alma nas angústias,
9não me entregaste nas mãos do inimigo, antes puseste os meus pés em lugar espaçoso.
10Tem piedade de mim, Senhor, porque estou em angústias: definham de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo.
11Sim, a minha vida vai-se consumindo na dor, os meus anos em gemidos. Debilitou-se a minha força na aflição, os meus ossos consumiram-se.
12Para todos os meus inimigos tornei-me um objecto de opróbrio, de ludibrio para os meus vizinhos, de terror para os meus conhecidos; os que me vêem fora (pelos caminhos) fogem de mim.
13Caí no esquecimento dos corações, como um morto, reduzido à condição dum vaso quebrado.
14Porque ouvi os assobios de muitos, o terror me rodeia! Concertando-se contra mim, resolveram tirar-me a vida.
15Porém eu confio em ti, Senhor; eu digo: Tu és o meu Deus.
16Nas tuas mãos está o meu destino: livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem.
17Mostra sereno o teu rosto ao teu servo, salva-me pela tua misericórdia.
18Senhor, não seja eu confundido, pois que te invoquei; sejam confundidos os ímpios, sejam reduzidos ao silêncio, lançados no abismo.
19Tornem-se mudos os lábios mentirosos, que falam insolentemente contra o justo, com soberba e com desprezo,
20Quão grande é, Senhor, a tua bondade, que tens reservada para os que te temem, que concedes aos que se refugiam em ti, à vista dos homens!
21Sob a protecção do teu rosto os defendes das conjuras dos homens, oculta-los no tabernáculo contra as altercações das línguas.
22Bendito seja o Senhor, porque maravilhosamente me mostrou a sua misericórdia na cidade fortificada.
23Eu disse na minha ansiedade: "Fui expulso da tua presença." Tu, porém, ouviste a voz da minha,oração, quando a ti clamava.
24Amai o Senhor, vós todos os seus santos! o Senhor guarda os que são fiéis, mas dá abundantemente a paga merecida aos que procedem com soberba.
25Esforçai-vos e fortaleça-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.
17Subindo Jesus a Jerusalém, tomou de parte os doze discípulos, e disse-lhes pelo caminho:
18"Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e o condenarão à morte,
19e o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoutado e crucificado, e ao terceiro dia ressuscitará."
20Então aproximou-se dele a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos, prostrando-se, para lhe fazer um pedido.
21Ele disse-lhe: "Que queres?" Ela respondeu: "Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda."
22Jesus disse: "Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei-de beber?" Eles responderam-lhe: "Podemos."
23Disse-lhes: "Efectivamente habeis de beber o meu cálice, mas, quanto a estardes sentados à minha direita ou à esquerda, não pertence a mim conceder-vo-lo; será para aqueles, para quem está reservado por meu Pai."
24Os outros dez, ouvindo isto, indignaram-se contra os dois irmãos.
25Mas Jesus chamou-os e disse-Ihes: "Vós sabeis que os príncipes das nações as subjugam e que os grandes as governam com autoridade.
26Não será assim entre vós, mas todo o que quiser ser entre vós o maior, seja vosso servo,
27e o que quiser ser entre vós o primeiro, seja vosso escravo.
28Assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para redenção de muitos."
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.