quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Cor litúrgica branca
4Naquela mesma noite, o Senhor falou a Natan, dizendo:
5Vai e dize ao meu servo Davide: Eis o que o diz o Senhor: Porventura serás tu que me edificarás uma casa para eu habitar?
6Vê que eu, desde que tirei da terra do Egipto os filhos de Israel até ao dia de hoje, não habitei em nenhum a casa, mas tenho caminhado debaixo dum pavilhão e duma tenda.
7Em todos os lugares, por onde passei com todos os filhos de Israel, falei eu porventura a algum dos chefes de Israel, a esses que mandei pastorear o meu povo de Israel, dizendo: Por que não me edificais uma casa de cedro?
8Dirás, pois, ao meu servo Davide: Eis o que diz O Senhor dos exércitos: Eu tirei-te das pastagens, quando ias seguindo os gados, para que fosses o condutor do meu povo de Israel;
9por toda a parte por onde andaste, estive contigo, exterminei diante de ti todos os teus inimigos, e fiz o teu nome tão ilustre como o nome dos grandes que há na terra;
10fixei um lugar ao meu povo de Israel e coloquei-o nele, onde habitará, sem ser mais perturbado (se permanecer fiel aos meus preceitos); os filhos da iniquidade não tornarão a afligi-lo como dantes,
11desde o dia em que eu constituí juízes sobre o meu povo de Israel; dei-te paz, (livrando-te) de todos os teus inimigos. (Pois agora) o Senhor te anuncia (desde já) que te fará uma casa.
12Quando se completarem os teus dias, e dormires com teus pais, suscitarei depois de ti a tua posteridade, que nascerá de ti, e firmarei o seu reino.
13Ele edificará uma casa em meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono de seu reino.
14Eu serei para ele um pai, e ele será para mim um filho. Se ele cometer alguma coisa iníqua, eu o castigarei com vara de homens, e com açoutes de filhos de homens.
15Porém , não retirarei dele a minha misericórdia, como a retirei de Saul, a quem expulsei de diante da minha face.
16A tua casa será estável, o teu reino se perpetuará diante do teu rosto, e o teu trono será firme para sempre.
17Seguindo todas estas palavras e toda esta visão, falou Natan a Davide.
1Maskti. De Etan Ezrahita.
2Eu cantarei eternamente as graças do Senhor; anunciarei a tua fidelidade pela minha boca por todas as gerações.
3Com efeito, disseste: "A graça está estabelecida para sempre"; no céu estabeleceste a tua fidelidade.
4"Fiz aliança (disseste) com o meu escolhido; jurei a Davide, meu servo (o seguinte):
5Conservarei eternamente a tua descendência, tornarei firme o teu trono por todas as gerações."
6Os céus celebram, Senhor, as tuas maravilhas, e a tua fidelidade na assembleia dos santos.
7Em verdade, quem, nas nuvens; será igual ao Senhor? Quem, entre os filhos de Deus, será semelhante ao Senhor?
8Deus é terrível na assembleia dos santos, grande e tremendo sobre todos os que estão em roda dele.
9Senhor, Deus dos exércitos, quem é igual a ti? És poderoso. Senhor, e a tua fidelidade está sempre em roda de ti;
10Tu dominas o orgulho do mar, amansas as suas ondas entumecidas.
11Tu calcaste a Raab, ferido de morte; com a forçá do teu braço dispersaste os teus inimigos.
12Teus são os céus, tua é a terra; tu fundaste o mundo e tudo o que ele contém;
13tu criaste o aquilão e o austro; o Tabor e o Hermon exultaram em teu nome.
14O teu braço é poderoso, firme a tua mão, levantada a tua dextra;
15A justiça e o direito são a base do teu trono, a graça e a fidelidade vão adiante de ti.
16Bem-aventurado o povo que sabe alegrar-se (em ti); eles caminham à luz do teu rosto, Senhor,
17em teu nome se regozijam sempre, e pela tua justiça se exaltam;
18Porque tu és o esplendor da sua força, e por teu favor eleva-se o nosso poder.
19Em realidade, do Senhor é o nosso escudo, e do santo de Israel o nosso rei.
20Outrora falaste numa visão aos teus santos e disseste: "Impus a coroa a um poderoso; exaltei um escolhido do meio do povo.
21Encontrei Davide, meu servo, com o meu santo óleo o ungi,
22para que a minha mão esteja sempre com ele, e o meu braço o fortifique.
23Não o enganará o inimigo, nem o malvado o abaterá.
24Antes exterminarei da sua frente os seus contrários; e ferirei os que o odeiam.
25A minha fidelidade e a minha graça estarão com ele; no meu nome será exaltado o seu poder.
26Estenderei a sua mão sobre o mar, e a sua dextra sobre os rios.
27Ele me invocará, dizendo: "Tu és meu Pai, o meu Deus e a rocha da minha salvação."
28E eu o constituirei meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra.
29Eternamente lhe conservarei a minha graça, e a minha aliança com ele será estável.
30Farei eterna a sua descendência, e o seu trono (durará tanto) como os dias do céu.
31Se os seus filhos abandonarem a minha lei, não andarem nos seus preceitos,
32se violarem os meus decretos, se não guardarem os meus mandamentos,
33castigarei com vara o seu delito, e com açoites a sua culpa;
34mas não retirarei (dele) a minha graça, nem faltarei à minha fidelidade.
35Não violarei a minha aliança, nem mudarei o que os meus lábios disseram.
36Jurei uma vez (para sempre) pela minha santidade: de nenhum modo faltarei a Davide.
37A sua descendência permanecerá eternamente, e o seu trono será diante de mim como o sol,
38e como a lua que subsiste para sempre, testemunha fiel do céu."
39Apesar disso (Senhor), tu repeliste e rejeitaste o teu ungido, gravemente te iraste contra ele,
40Desprezaste a aliança do teu servo, profanaste a sua coroa (lançando-a) por terra.
41Destruiste todas as suas muralhas, entregaste à destruição as suas fortalezas.
42Saquearam-no todos os que passavam pelo caminho, tornou-se o opróbrio dos seus vizinhos.
43Exaltaste a dextra dos seus inimigos, encheste de gozo todos os seus contrários.
44Embotaste o fio da sua espada, e não o sustiveste no combate.
45Fizeste cessar o seu esplendor, derribaste por terra o seu trono.
46Abreviaste os dias da sua juventude, cobriste-o de ignomínia.
47Até quando, Senhor? Ficarás para sempre escondido? Arderá como fogo a tua indignação?
48Lembra-te de quão breve é a minha vida, de quão caducos criaste todos os homens.
49Quem há que viva, sem ver a morte, que possa subtrair a sua alma ao poder do sepulcro?
50Onde estão as tuas antigas graças, Senhor, as quais juraste a Davide por tua fidelidade?
51Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos: eu trago no meu peito todas as inimizades das gentes,
52com as quais os teus adversários insultam, ó Senhor, com as quais insultam os passos do teu ungido.
53Bendito seja o Senhor para sempre! Assim seja, assim seja!
1Começou de novo a ensinar à beira do mar; e juntou-se à roda dele tão grande multidão que teve de subir para uma barca e sentar-se dentro dela no mar, enquanto que toda a multidão estava em terra na praia.
2E ensinava-lhes muitas coisas por meio de parábolas. Dizia-lhes segundo o seu meio de ensinar :
3"Ouvi: Eis saiu o semeador a semear.
4Enquanto semeava, uma parte da semente caiu ao longo do caminho, e vieram as aves do céu, e comeram-na.
5Outra parte caiu sobre pedregulho, onde tinha pouca terra; e nasceu logo, porque não havia profundidade de terra;
6mas, quando saiu o sol, foi crestada pelo calor, e, como não tinha raiz, secou.
7Outra parte caiu entre espinhos; e cresceram os espinhos, e a sufocaram, e não deu fruto.
8Outra caiu em boa terra; e deu fruto que vingou, e cresceu, e um grão deu trinta, outro sessenta, e outro cem ."
9E acrescentava; "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça."
10Quando se encontrou só, os doze, que estavam com ele, interrogaram-no sobre a parábola.
11Disse-lhes; "A vós é concedido conhecer o mistério do reino de Deus; porém, aos que são de fora, tudo se lhes propõe em parábolas,
12para que, olhando, não vejam, ouvindo, não entendam, de sorte que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados."
13E acrescentou: "Não entendeis esta parábola? Então como entendereis todas as outras?
14O que o semeador semeia é a palavra.
15Uns encontram-se ao longo do caminho onde ela é semeada; logo que a ouviram, vem Satanás tirar a palavra semeada neles.
16Outros recebem a semente em terreno pedregoso; ouvem a palavra, logo a recebem com gosto;
17mas não têm raízes em si, são inconstantes; depois, levantando-se a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbem imediatamente.
18Outros recebem a semente entre espinhos; ouvem a palavra,
19mas as solicitudes do século, a sedução das riquezas, e os outros afetos desordenados, entrando, afogam a palavra, e ela fica infrutuosa.
20Outros recebem a semente em boa terra; ouvem a palavra, recebem-na, e dão fruto, um a trinta, outro a sessenta, e outro a cem por um.
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.