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Voz da Fé

domingo, 25 de janeiro de 2026

3º Domingo do Tempo Comum

Cor litúrgica verde

1ª Leitura · Is 8,23-9,3

Ler no capítulo

1O Senhor disse-me: Pega numa tábua grande e escreve nela em caracteres legíveis: Toma depressa os despojos, faze velozmente a presa.

2E eu tomei (por) testemunhas fiéis (do que escrevia) o sacerdote Urias e Zacarias, filho de Jeberequias.

3Aproximei-me da profetiza (minha esposa), e ela concebeu e deu à luz um filho. Então disse-me o Senhor; Põe-lhe um nome (que signifique): Toma depressa os despojos, faze velozmente a presa.

4Porque, antes que o menino saiba chamar por seu pai e por sua mãe, já o rei dos Assírios terá levado as riquezas de Damasco e saqueado a Samaria.

5E continuou o Senhor a falar-me assim:

6Porque este povo rejeitou as águas de Siloé, que correm docemente, e tremeu diante de Rasin e do filho de Romelia,

7por este motivo eis que o Senhor fará vir sobre ele as águas impetuosas e abundantes do rio (Eufrates), o rei dos Assírios com todo o seu poder; subirá sobre todas as suas ribeiras, correrá por cima de todas as suas margens,

8espraiar-se-á por Judá e, inundando-a e submergindo-a chegar-lhe-á até ao pescoço. A extensão das suas asas encherá todo o espaço da tua terra, ó Emanuel.

9Ajuntai-vos, povos, (para a guerra) e sereis vencidos! Vós, todas as terras de longe, ouvi, reuni as vossas forças, e sereis vencidas; tomai as vossas armas, e sereis vencidas;

10formai planos, e eles sairão frustrados; proferi alguma palavra de mando, e ela não será executada, porque Deus é connosco!

11Porque o Senhor me falou assim, agarrando-se com a sua mão poderosa e avisando-me para não seguir pelo caminho deste povo:

12Não chameis conspiração o que este povo chama conspiração: não temais o que ele teme, nem vos assusteis.

13Proclamai santo o Senhor dos exércitos; seja ele (só) o vosso temor e o vosso terror.

14Será um santuário, mas também servirá de pedra de tropeço e de pedra de escândalo às duas casas de Israel, de laço e de ruína aos habitantes de Jerusalém.

15Tropeçarão muitos de entre eles, cairão e serão feitos em pedaços, serão enredados e presos.

16Liga este testemunho, sela esta revelação para os meus discípulos.

17Eu (apesar de tudo) esperarei no Senhor, que esconde a sua face à casa de Jacob, confiarei nele.

18Eis aqui estou eu e os filhos, que o Senhor me deu, como sinais e preságios em Israel, da parte do Senhor dos exércitos, que habita no monte Sião.

19Quando vos disserem: Consultai os evocadores dos mortos e os adivinhos, que murmuram e segredam: Porventura o povo não há-de consultar os seus deuses? consultar os mortos acerca dos vivos?

20Antes à lei e ao testemunho (é que se deve recorrer). Porém, se eles não falarem segundo esta linguagem, não raiará para eles a luz da manhã.

21Andarão errantes, oprimidos pela miséria e pela fome, e quando padecerem esta fome, se agastarão e amaldiçoarão o seu rei e o seu Deus; levantarão os olhos para o alto,

22depois olharão para a terra, e eis que tudo será tribulação e trevas, abatimento e angústia, escuridão sem raio de luz. Sim, mas (um dia) não haverá mais trevas para a terra que esteve na angústia e não poderão escapar do aperto em que se encontram.

23Como no tempo passado humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali, no tempo futuro cobrirá de glória o caminho do mar, o (país de) além-Jordão, a circunscrição dos gentios.

Salmo · Sl 26(27)

Ler no capítulo

1De Davide. O Senhor é a minha luz e a minha salvação: a quem temerei? O Senhor é o baluarte da minha vida, diante de quem tremerei?

2Quando os malvados me assaltam para devorar a minha carne, os meus adversários e os meus inimigos resvalam e caem.

3Ainda que acampem exércitos contra mim, o meu coração não temerá; ainda que se levante uma guerra contra mim, mesmo então confiarei.

4Uma só coisa peço ao Senhor, esta solicito: é que eu habite na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para gozar da suavidade do Senhor e contemplar o seu templo.

5De facto, ele há-de esconder-me na sua tenda no dia mau, há-de ocultar-me no retiro do seu tabernáculo, há-de levar-me para cima duma rocha.

6E agora a minha cabeça ergue-se por cima dos inimigos que me cercam, e imolarei em seu tabernáculo vítimas de júbilo, cantarei e entoarei salmos ao Senhor.

7Ouve, Senhor, a minha voz, com que clamo (a ti). tem compaixão de mim e ouve-me.

8O meu coração fala-te, a minha face busca-te; procuro. Senhor, a tua face.

9Não escondas de mim a tua face, não repilas com ira o teu servo. Tu és a minha ajuda; não me lances fora, nem me abandones, ó Deus, meu salvador.

10Se meu pai e minha mãe me abandonarem, O Senhor me acolherá.

11Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos meus adversários.

12Não me entregues à mercê dos meus inimigos, porque se levantaram contra mim testemunhas falsas, homens que respiram violência.

13Espero que hei-de ver os bens do Senhor na terra dos viventes.

14Espera no Senhor, sê forte, fortifique-se o teu coração, e espera no Senhor.

2ª Leitura · 1Cor 1,10-13.17

Ler no capítulo

10Ora, rogo-vos, Irmãos, pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos o mesmo e que entre vós não haja discórdias, mas vivei em perfeita harmonia no mesmo espírito e no mesmo parecer.

11Porque a vosso respeito, Irmãos meus, me foi referido pelos (da casa) de Cloé, que há contendas entre vós.

12E digo isto, porque cada um de vós diz: "Eu sou de Paulo! Eu de Apolo! Eu de Cefas! Eu de Cristo."

13Está dividido Cristo? Porventura Paulo foi crucificado por vós? Ou fostes baptizados em nome de Paulo?

17Com efeito Cristo não me enviou a batizar, mas a pregar o Evangelho, não com a sabedoria das palavras, para que não se torne inútil a Cruz de Cristo.

Evangelho · Mt 4,12-23 ou 12-17

Ler no capítulo

12Tendo (Jesus) ouvido que João fora preso, retirou-se para a Galileia.

13Depois, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, situada junto do mar, nos confins de Zabulon e Neftali,

14cumprindo-se o que tinha sido anunciado pelo profeta Isaías, quando disse (Is. 8,23, Is. 9, 1);

15Terra de Zabulon e terra de Neftali, terra que confina com o mar, pais além do Jordão, Galileia dos gentios!

16Este povo, que jazia nas trevas, viu uma grande luz; e uma luz levantou-se para os que jaziam na sombra da morte.

17Desde então, começou Jesus a pregar: "Fazei penitência, porque está próximo o reino dos céus."

18Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e, André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.

19"Segui-me, lhes disse, e eu vos farei pescadores de homens."

20E eles, imediatamente, deixadas as redes, o seguiram.

21Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca juntamente com seu pai Zebedeu, consertando se suas redes, e chamou-os.

22Eles, imediatamente, deixando a barca e o pai, o seguiram.

23Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, e pregando o Evangelho do reino (de Deus), e curando todas as enfermidades entre o povo.

Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.