sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Cor litúrgica verde
4Tendo-se juntado todos os anciães de Israel, foram ter com Samuel a Rama
5e disseram-lhe: Bem vês que estás velho e que teus filhos não seguem as tuas pisadas; dá-nos um rei, que nos julgue, como o têm todas as nações.
6Esta linguagem desagradou a Samuel, porque lhe diziam: Dá-nos um rei para que nos julgue. Samuel fez oração ao Senhor,
7e o Senhor disse a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo o que te dizem, porque não é a ti que eles rejeitaram mas a mim, para eu não reinar sobre eles.
10Samuel referiu todas as palavras do Senhor ao povo, que lhe tinha pedido um rei,
11e disse: Este será o direito do rei que vos há-de governar: Tomará os vossos filhos, pô-los-á nos seus carros, fará deles moços de cavalo, e correrão diante dos seus coches.
12Fará deles seus tribunos, seus centuriões, lavradores dos seus campos, segadores das suas messes e fabricantes das suas armas e carros.
13Fará de vossas filhas suas perfumadeiras, cozinheiras e padeiras.
14Tomará também o melhor dos vossos campos, das vossas vinhas, dos vossos olivais, e dá-los-á aos seus servos.
15Também tomará o dízimo dos vossos trigos e das vossas vinhas, para ter que dar aos seus eunucos e servos.
16Tomará também os vossos servos e servas, os vossos melhores bois e jumentos, e os empregará no seu trabalho.
17Tomará também o dízimo dos vossos rebanhos, e vós próprios sereis seus servos.
18Então clamareis ao Senhor, por causa do rei, que vós mesmos elegestes, mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia, porque vós mesmos pedistes um rei.
19Porém o povo não quis dar ouvidos às palavras de Samuel, antes disse: Não; há-de haver um rei sobre nós,
20e seremos também como todas as nações; o nosso rei nos julgará, marchará à nossa frente e combaterá por nós nas nossas guerras.
21Samuel ouviu todas as palavras do povo e referiu-as ao Senhor.
22O Senhor disse a Samuel: Ouve a sua voz e estabelece sobre eles um rei. Samuel disse aos homens de Israel: Cada um volte para a sua cidade.
1Maskti. De Etan Ezrahita.
2Eu cantarei eternamente as graças do Senhor; anunciarei a tua fidelidade pela minha boca por todas as gerações.
3Com efeito, disseste: "A graça está estabelecida para sempre"; no céu estabeleceste a tua fidelidade.
4"Fiz aliança (disseste) com o meu escolhido; jurei a Davide, meu servo (o seguinte):
5Conservarei eternamente a tua descendência, tornarei firme o teu trono por todas as gerações."
6Os céus celebram, Senhor, as tuas maravilhas, e a tua fidelidade na assembleia dos santos.
7Em verdade, quem, nas nuvens; será igual ao Senhor? Quem, entre os filhos de Deus, será semelhante ao Senhor?
8Deus é terrível na assembleia dos santos, grande e tremendo sobre todos os que estão em roda dele.
9Senhor, Deus dos exércitos, quem é igual a ti? És poderoso. Senhor, e a tua fidelidade está sempre em roda de ti;
10Tu dominas o orgulho do mar, amansas as suas ondas entumecidas.
11Tu calcaste a Raab, ferido de morte; com a forçá do teu braço dispersaste os teus inimigos.
12Teus são os céus, tua é a terra; tu fundaste o mundo e tudo o que ele contém;
13tu criaste o aquilão e o austro; o Tabor e o Hermon exultaram em teu nome.
14O teu braço é poderoso, firme a tua mão, levantada a tua dextra;
15A justiça e o direito são a base do teu trono, a graça e a fidelidade vão adiante de ti.
16Bem-aventurado o povo que sabe alegrar-se (em ti); eles caminham à luz do teu rosto, Senhor,
17em teu nome se regozijam sempre, e pela tua justiça se exaltam;
18Porque tu és o esplendor da sua força, e por teu favor eleva-se o nosso poder.
19Em realidade, do Senhor é o nosso escudo, e do santo de Israel o nosso rei.
20Outrora falaste numa visão aos teus santos e disseste: "Impus a coroa a um poderoso; exaltei um escolhido do meio do povo.
21Encontrei Davide, meu servo, com o meu santo óleo o ungi,
22para que a minha mão esteja sempre com ele, e o meu braço o fortifique.
23Não o enganará o inimigo, nem o malvado o abaterá.
24Antes exterminarei da sua frente os seus contrários; e ferirei os que o odeiam.
25A minha fidelidade e a minha graça estarão com ele; no meu nome será exaltado o seu poder.
26Estenderei a sua mão sobre o mar, e a sua dextra sobre os rios.
27Ele me invocará, dizendo: "Tu és meu Pai, o meu Deus e a rocha da minha salvação."
28E eu o constituirei meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra.
29Eternamente lhe conservarei a minha graça, e a minha aliança com ele será estável.
30Farei eterna a sua descendência, e o seu trono (durará tanto) como os dias do céu.
31Se os seus filhos abandonarem a minha lei, não andarem nos seus preceitos,
32se violarem os meus decretos, se não guardarem os meus mandamentos,
33castigarei com vara o seu delito, e com açoites a sua culpa;
34mas não retirarei (dele) a minha graça, nem faltarei à minha fidelidade.
35Não violarei a minha aliança, nem mudarei o que os meus lábios disseram.
36Jurei uma vez (para sempre) pela minha santidade: de nenhum modo faltarei a Davide.
37A sua descendência permanecerá eternamente, e o seu trono será diante de mim como o sol,
38e como a lua que subsiste para sempre, testemunha fiel do céu."
39Apesar disso (Senhor), tu repeliste e rejeitaste o teu ungido, gravemente te iraste contra ele,
40Desprezaste a aliança do teu servo, profanaste a sua coroa (lançando-a) por terra.
41Destruiste todas as suas muralhas, entregaste à destruição as suas fortalezas.
42Saquearam-no todos os que passavam pelo caminho, tornou-se o opróbrio dos seus vizinhos.
43Exaltaste a dextra dos seus inimigos, encheste de gozo todos os seus contrários.
44Embotaste o fio da sua espada, e não o sustiveste no combate.
45Fizeste cessar o seu esplendor, derribaste por terra o seu trono.
46Abreviaste os dias da sua juventude, cobriste-o de ignomínia.
47Até quando, Senhor? Ficarás para sempre escondido? Arderá como fogo a tua indignação?
48Lembra-te de quão breve é a minha vida, de quão caducos criaste todos os homens.
49Quem há que viva, sem ver a morte, que possa subtrair a sua alma ao poder do sepulcro?
50Onde estão as tuas antigas graças, Senhor, as quais juraste a Davide por tua fidelidade?
51Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos: eu trago no meu peito todas as inimizades das gentes,
52com as quais os teus adversários insultam, ó Senhor, com as quais insultam os passos do teu ungido.
53Bendito seja o Senhor para sempre! Assim seja, assim seja!
1Passados alguns dias, entrou Jesus outra vez em Cafarnaum,
2e soube-se que ele estava em casa. Juntou-se muita gente, de modo que não se cabia, nem mesmo diante da porta. E ele pregava-lhes a palavra.
3Foram ter com ele, conduzindo um paralítico, que era transportado por quatro.
4Como não pudessem apresentar-lho por causa da multidão, descobriram o tecto pela parte debaixo da qual estava Jesus, e, tendo feito uma abertura, desceram o leito, em que jazia o paralítico.
5Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: "Filho, são-te perdoados os teus pecados."
6Estavam ali sentados alguns escribas, os quais iam discorrendo nos seus corações :
7"Como fala assim este homem ? Ele blasfema. Quem pode perdoar os pecados, senão só Deus?"
8Jesus, conhecendo logo no seu espírito que eles discorriam desta maneira dentro de si, disse-lhes: Porque pensais isso nos vossos corações ?
9O que é menos difícil dizer ao paralítico: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito, e anda?
10Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder de perdoar pecados...
11eu te ordeno, disse ao paralítico: "Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa."
12Imediatamente ele se levantou, e, tomando o seu leito, retirou-se à vista de todos, de maneira que todos se admiraram e louvavam a Deus, dizendo: "Nunca tal vimos."
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.