quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Cor litúrgica branca
1Caríssimos, não acrediteis em todo o espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, porque muitos falsos profetas apareceram no mundo.
2Nisto se conhece o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne, é de Deus;
3todo o espírito que não confessa Jesus, não é de Deus, mas é um Anticristo, do qual vós ouvistes que vem, e agora está já no mundo (por meio dos seus precursores, os hereges).
4Vós, filhinhos, sois de Deus, e alcançastes vitória sobre eles, porque o (Deus) que está em vós, é mais poderoso que o (Anticristo) que está no mundo.
5Eles são do mundo, por isso falam a linguagem do mundo, e o mundo os ouve.
6Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus, ouve-nos; quem não é de Deus, não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e do espírito do erro.
7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade vem de Deus. Todo o que (assim) ama, nasceu de Deus e conhece a Deus.
8Quem não ama, não conheceu a Deus, porque Deus é caridade.
9Nisto se manifestou a caridade de Deus para conosco, em que Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele tenhamos a vida (da graça).
10A caridade (de Deus) consiste nisto: em não termos sido nós os que amamos a Deus, mas em ter sido ele que nos amou e enviou o seu Filho, como vítima de propiciação pelos nossos pecados.
11Caríssimos, se Deus nos amou assim, devemos nós também amar-nos uns aos outros.
12Ninguém jamais viu a Deus. (Porém) se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e a sua caridade em nós é perfeita.
13Por isto conhecemos que estamos nele e ele em nós: porque nos comunicou o seu Espírito.
14Nós vimos e testificamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.
15Todo aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.
16Reconhecemos a caridade que Deus tem por nós e cremos nela. Deus é caridade; quem permanece na caridade, permanece em Deus, e Deus nele.
17Nisto (conhecemos que) é perfeita em nós a caridade de Deus, se tivermos confiança no dia do juízo, porque, qual é ele (Jesus), tais nós somos neste mundo.
18Na caridade não há temor; a caridade perfeita lança fora o temor, porque o temor supõe pena; (por isso) aquele que teme, não é perfeito na caridade.
19Nós, portanto, amemos, porque ele nos amou primeiro.
20Se alguém disser: — eu amo a Deus — e odiar o seu irmão, é um mentiroso. Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê ?
21Temos de Deus este mandamento: que aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão.
1De Salomão. Ó Deus dá o teu poder de julgar ao rei, e a tua justiça ao filho do rei:
2governe o teu povo com justiça, e os teus humildes com rectidão.
3Levem os montes paz ao povo, e os outeiros justiça.
4Protegerá os humildes do povo, salvará os filhos dos pobres, e esmagará o opressor.
5E viverá tanto como o sol e como a lua por todas as gerações.
6Descerá como a chuva sobre a relva, como a chuva que penetra na terra.
7Nos seus dias florescerá a justiça e a abundância da paz, até que a lua deixe de existir.
8E dominará de mar a mar, e desde o rio (Eufrates) até às extremidades da terra.
9Diante dele se prostrarão os seus inimigos, e os seus adversários lamberão o pó.
10Os reis de Tarsis e as ilhas oferecerão dons, os reis da Arábia e de Sabá trarão presentes:
11adorá-lo-ão todos os reis, todas as nações o servirão.
12Com efeito, livrará o pobre que o invoca, e o miserável que não tem quem lhe valha.
13Usará de clemência com o desvalido e pobre, salvará a vida dos pobres:
14da injúria e da opressão os livrará, e o sangue deles será precioso a seus olhos.
15Por isso viverá e lhe darão ouro da Arábia, e orarão sempre por ele, e sem cessar o bendirão.
16Haverá abundância de trigo na terra, no alto dos montes os seus frutos murmurejarão como o Líbano, e florescerão os habitantes das cidades como a erva dos campos.
17O seu nome será bendito pelos séculos; enquanto o sol resplandecer, subsistirá o seu nome. Serão benditas nele todas as tribos da terra, todas as nações o proclamarão bem-aventurado.
18Bendito seja o Senhor Deus de Israel, único que faz maravilhas.
19Bendito seja para sempre o seu nome glorioso, e encha-se da sua glória toda a terra. Assim seja, assim seja.
20Final das orações de Davi, filho de Jessé.
14Jesus voltou sob o impulso do Espírito para a Galileia, e a sua fama divulgou-se por toda a região.
15Ensinava nas sinagogas, e era aclamado por todos.
16Foi a Nazaré, onde se tinha criado, entrou na sinagoga, segundo o seu costume, em dia de sábado, e levantou-se para fazer a leitura.
17Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Quando desenrolou o livro, encontrou o lugar onde estava escrito (Is. 61, 1-2; Is. 58, 6):
18O Espírito do Senhor repousou sobre mim; pelo que me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; me enviou a sarar os contritos do coração.
19a anunciar aos cativos a redenção, e aos cegos a recuperação da vista, a pôr em liberdade os oprimidos, a pregar o ano favorável do Senhor.
20Tendo enrolado o livro, deu-o ao ministro, e sentou-se. Estavam fixos nele os olhos de todos os que se encontravam na sinagoga.
21Começou a dizer-lhes: "Hoje cumpriu-se esta escritura que acabais de ouvir."
22E todos lhe davam testemunho, e admiravam-se das palavras de graça que saiam da sua boca, e diziam: "Não é este o filho de José?"
Texto bíblico: tradução Pe. Matos Soares (1956). Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.