Pular para o conteúdo
Voz da Fé

Números 17

Os incensórios

Texto

1O Senhor falou a Moisés, dizendo:

2Ordena ao sacerdote Eleázaro, filho de Aarão, que tire os turíbulos que estão no meio do incêndio, e que espalhe o fogo de uma para outra parte, porque foram santificados;

3que desses turíbulos faça lâminas, e as pregue ao altar, porque neles foi oferecido o incenso ao Senhor, e foram santificados, para que os filhos de Israel os contemplem como um sinal.

4O sacerdote Eleázaro tirou, pois, os turíbulos de bronze, nos quais tinham oferecido (incenso) os (homens) que foram consumidos pelo incêndio, reduziu-os a lâminas, pregando-os ao altar,

5para que os filhos de Israel tivessem depois alguma coisa que os advertisse, a fim de que nenhum estrangeiro, que não seja da linhagem de Aarão, se aproxime para oferecer incenso ao Senhor, e não sofra a mesma pena que sofreu Coré com todo o seu séquito, conforme o Senhor tinha dito a Moisés.

6No dia seguinte, toda a multidão dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Aarão, dizendo: Vós matastes o povo do Senhor.

7Como se formasse sedição e crescesse o tumulto,

8Moisés e Aarão fugiram para o tabernáculo da reunião. Quando entraram, a nuvem cobriu-o, e apareceu a glória do Senhor.

9O Senhor disse a Moisés:

10Retirai-vos do meio desta multidão; imediatamente os destruirei. Tendo-se prostrado por terra,

11Moisés disse a Aarão: Toma o turíbulo, e, pondo-lhe fogo do altar, deita-lhe incenso em cima, e vai depressa ao povo a fim de rogares por ele: porque já saiu a ira do Senhor, e o castigo começa.

12Aarão tomou o turíbulo e, correndo ao meio da multidão, a quem já abrasava o incêndio, ofereceu o incenso:

13estando de pé entre os mortos e vivos, rogou pelo povo, e a praga cessou.

14Os que pereceram foram catorze mil e setecentos homens, afora os que tinham perecido na sedição de Coré.

15Aarão voltou para Moisés para a porta do tabernáculo da reunião, depois que cessou a mortandade.

16O Senhor falou a Moisés, dizendo:

17Fala aos filhos de Israel, e recebe deles uma vara por cada tribo, doze varas de todos os príncipes das tribos, e escreverás o nome de cada um deles sobre a sua vara.

18O nome de Aarão estará sobre a vara da tribo de Levi, e o nome do chefe de todas as outras tribos estará escrito separadamente cada um na sua vara.

19Pô-las-ás no tabernáculo da reunião, diante do testemunho, onde eu te falarei.

20A vara daquele que eu escolher, dentre eles, florescerá: (deste modo) farei cessar os queixumes dos filhos de Israel contra vós.

21Moisés falou aos filhos de Israel, e todos os príncipes lhe deram as varas, uma por cada tribo. Eram, pois, doze varas, estando no meio a vara de Aarão.

22Moisés tendo-as posto diante do Senhor no tabernáculo do testemunho,

23Voltando no dia seguinte, achou que tinha germinado a vara de Aarão (que era) pela tribo de Levi, e que, aparecendo os botões, tinham saído flores, e haviam amadurecido amêndoas.

24Moisés levou todas as varas de diante do Senhor a todos os filhos de Israel, os quais as viram e receberam cada um a sua vara.

25O Senhor disse a Moisés: Torna a levar a vara de Aarão para o tabernáculo do testemunho, para se guardar ali em memória da rebelião dos filhos de Israel, e para que cessem as suas queixas diante de mim, e não morram.

26Moisés fez o que o Senhor lhe tinha ordenado.

27Os filhos de Israel disseram a Moisés: Eis que somos consumidos, todos perecemos.

28Qualquer que se aproxima do tabernáculo do Senhor, morre. Acaso seremos todos extintos até não ficar nenhum?

Toque em qualquer versículo para abrir e compartilhar.

Reflexão

Reflexão fundamentada no Catecismo e revisada teologicamente — em breve.